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Economia

Brasil prejudica balanço da Volkswagen

A montadora alemã teve queda de vendas, faturamento e lucro no primeiro semestre. Na América do Sul também vendeu menos. A previsão de lucro passou para 4 bilhões de euros, mas não surpreendeu o mercado.

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A nova Kombi da VW

A crise no mercado automobilístico e a conjuntura fraca representaram um freio para os negócios da Volkswagen no primeiro semestre, obrigando a maior montadora alemã a reduzir em 10% sua previsão de lucro. Em vez de 4,4 bilhões de euros de lucro antes do pagamento de impostos, o presidente da Volks, Bernd Pischetsrieder, ajustou a meta para 4 bilhões de euros.

A diminuição do faturamento e do lucro no primeiro semestre de 2002, bem como a falta de novos impulsos para o restante do ano foram os fatores determinantes da alteração. "Mesmo assim, esse é o segundo melhor resultado na história do grupo Volkswagen", ressaltou o porta-voz Kurt Rippholz. No entanto, já é dado como certo que a VW não venderá 5 milhões de automóveis até o fim do ano, marca esta que conseguiu superar em 2001.

Conjuntura e dólar fraco diminuíram as vendas

Pischetsrieder responsabilizou o desaquecimento da conjuntura pelas vendas menores: "O nosso prognóstico para o ano de 2002 baseava-se na premissa de que a conjuntura iria se reativar no segundo semestre, nos Estados Unidos e na Europa Ocidental. Na Europa não há indício de que isso venha a acontecer. Além do mais, a cotação do dólar frente ao euro é prejudicial para as exportações", declarou.

O dólar desvalorizou-se aproximadamente 10% em relação ao euro nas últimas semanas, tendo agora retornado a uma relação de paridade. A Volkswagen faz 72,7% de seu faturamento fora da Alemanha.

Analistas e bancos de investimentos receberam bem o balencete. "Os dados são bastante bons e melhores do que se esperava", disse Christian Breitsprecher, do Deutsche Bank, que também não se impressionou com a menor expectativa de lucro. Na bolsa as reações foram semelhantes e a ação da montadora chegou a valorizar-se 3% nesta terça-feira (30), dia de negócios fracos em Frankfurt.

A venda mundial de automóveis das marcas do grupo VW caiu 5,4% no primeiro semestre, totalizando 2,513 milhões de unidades. O faturamento teve uma queda menor, de 3,2% para 44,06 bilhões de euros. O lucro antes do pagamento de impostos diminuiu 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 2,26 bilhões de euros. O lucro líquido diminuiu 3,5% para 1,4 bilhão de euros. A parcela da Volks no mercado automobilístico caiu de 12,3% para 11,9%.

Crises da América do Sul prejudicaram negócios

As dificuldades da VW este ano foram principalmente na Alemanha e demais países europeus, bem como na América do Sul, onde as crise na Argentina e no Brasil e a desvalorização do real prejudicaram as vendas. A queda de vendas na América do Sul e África do Sul - regiões unificadas no balanço da montadora - foi de 17,2%. Na Europa, foi de 7,7%.

Ao contrário de fases anteriores de menor demanda, desta vez a Volks não conseguiu compensar tais perdas com o aumento de vendas de 17,3% na região da Ásia e Pacífico e o leve aumento de 1,6% na América do Norte.

Segundo ressaltou o porta-voz da VW, os dados do segundo trimestre foram bem melhores do que os do primeiro. Apesar de uma pequena queda do faturamento de 23 bilhões de euros para 22,8 bilhões de euros, o lucro antes do pagamento de impostos aumentou 13,5% para 1,27 bilhão de euros no segundo trimestre.

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