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Economia

Brasil precisa promover fruta para mercado alemão

Aumenta a presença brasileira na feira Fruit Logistica, que se realiza em Berlim. As exportações brasileiras, porém, estão longe de esgotar o potencial do grande mercado que é a Alemanha.

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Ministra Künast inaugura a Fruit Logistica em Berlim

Dezenove expositores brasileiros participam da Fruit Logistica 2004, feira de negócios em Berlim que se desmembrou da tradicional Semana Verde ( Grüne Woche). Comparecem também centenas de executivos brasileiros para fazer contatos, observar o desenvolvimento do mercado e averiguar possibilidades de negócios.

A fim de informar sobre o mercado alemão e promover a integração dos expositores e visitantes brasileiros com seu setor comercial, a embaixada brasileira em Berlim oferece um coquetel nesta sexta-feira (06). Ele contará com a presença do embaixador José Artur Denot Medeiros e Moacyr Fernandes, do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), que congrega os interesses do setor frutícola.

Maior interesse pela feira

A participação brasileira na feira especializada vem crescendo nos últimos anos. Tanto é que o estande do ano passado ficou pequeno e, em 2004, os expositores brasileiros ocupam 250 m2, como expôs à DW-WORLD Rodrigo de Carvalho, chefe do setor de promoções comerciais da embaixada.

Além de empresas que já participaram em anos anteriores, como a Fischer e a Agrícola Fraiburgo, a lista inclui desta vez Gaia, Indaiá, Renar Maçãs, Itacitrus, Nolem, Copa, Agropel, Agol, Seachi e outras. Também estão presentes o Ibraf e representantes do Sebrae do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte. Inaugurada na quinta-feira (05) pela ministra alemã da Agricultura, Renate Künast, a Fruit Logística vai até domingo.

Comércio exterior Brasil-Alemanha

Por um lado, a Alemanha é o maior importador de frutas da União Européia. O consumo per capita de frutas e verduras no país é de 187 quilos por ano. A produção interna de frutas é de 850 mil toneladas por ano, o que supre apenas um quarto do consumo. As importações alemãs de fruta são de 3,8 milhões de toneladas. O principal fornecedor é a Espanha, mas os países do hemisfério sul têm aumentado suas exportações à Alemanha, principalmente de banana.

O Brasil, por sua vez, é o terceiro exportador mundial de frutas, tendo aumentado suas exportações em 40% no ano passado. O comércio exterior com a Alemanha totalizou 12 milhões de dólares em 2003.

Um volume pequeno em relação ao potencial do mercado alemão. Mas "deverá aumentar com a implantação de uma política sistemática de divulgação da qualidade do produto brasileiro" segundo Rodrigo de Carvalho. Isso está sendo feito pelas embaixadas na Alemanha e em vários países.

Tropische Früchte an einem Obst-und Gemüsestand in Rio de Janeiro, Brasilien

Frutas numa feira no Rio de Janeiro. Mangas e mamões já se encontram em supermercados alemães, mas as chamadas frutas exóticas ainda precisam de promoção

Das frutas brasileiras exportadas somente 2% seguem diretamente para a Alemanha. Provavelmente uma boa parcela chegue através da Holanda, que figura nas estatísticas do Ibraf como o destino de 34% das exportações brasileiras de frutas em 2001.

De maçãs a frutas exóticas

As principais frutas que o Brasil exporta são manga, mamão (papaia), melão, uva, maçã e limão. Mas também "têm tudo para conquistar o mercado alemão" as chamadas frutas exóticas, como açaí, pitanga, graviola e acerola. Isso devido a "um mercado que vem crescendo muito, que é o mercado de saúde, no que o alemão tem particular interesse", mencionou o secretário.

A Apex (Agência de Promoção de Exportações) tem programas de apoio à exportação como o Brasilian Fruit. Já o setor de promoção comercial da embaixada em Berlim realiza estudos de mercado solicitados por exportadores interessados em determinados nichos de mercado. E presta todo tipo de informação que possa facilitar o seu acesso ao mercado alemão.

Qualidade e competitividade

Em matéria de qualidade, o Brasil tem condições de competir na Europa. "O setor frutícola brasileiro tem investido muito em tecnologia e no que nós chamamos de integração de cadeias. Ou seja, o produto é monitorado desde o momento do plantio, até o momento da entrega ao consumidor. Essa é a tendência mundial, tanto é que a feira se chama Fruit Logistica, pois tem tudo a ver com logística."

Praticamente não há empecilhos da União Européia às importações de frutas brasileiras. Mas a embaixada vê necessidade de uma campanha sistemática de divulgação do produto, para que se possa "identificar o Brasil como uma marca que pode oferecer grande qualidade a preços competitivos", frisou Rodrigo de Carvalho.

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