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Brasil

Brasil pede hospitalização de condenado à morte na Indonésia

Diplomatas argumentam que Rodrigo Gularte foi diagnosticado com esquizofrenia e que internação evitaria execução por tráfico de drogas. Imprensa local afirma que fuzilamento está marcado para o final de fevereiro.

A Embaixada do Brasil em Jacarta solicitou nesta terça-feira (03/02) a hospitalização do paranaense Rodrigo Gularte, que aguarda execução no corredor da morte na Indonésia, por causa do diagnóstico de esquizofrenia.

Diplomatas brasileiros disseram à agência de notícias espanhola EFE que pediram à procuradoria indonésia que Gularte, condenado à pena capital depois de ter sido detido com 19 quilogramas de cocaína, dê entrada num hospital psiquiátrico, o que evitaria a sua execução.

"Ele está mentalmente doente, diagnosticaram-lhe esquizofrenia. Segundo a lei indonésia, uma pessoa doente não pode ser executada", argumentou um funcionário da embaixada brasileira, que não quis ser identificado.

Segundo a representação diplomática brasileira, Gularte está sendo "bem tratado" na prisão e conta com ajuda diplomática, bem como de familiares que se encontram na Indonésia.

Em 29 de janeiro, a Indonésia afirmou estar pronta para executar sete estrangeiros que estão no corredor da morte, depois de seus pedidos de clemência presidencial terem sido rejeitados. Entre eles está Gularte.

Segundo o diário The Jakarta Post, as execuções acontecerão no final de fevereiro na ilha de Nusakambangan, na província de Java Central, ainda que a embaixada brasileira afirme não ter sido oficialmente informada.

Em 18 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff chamou de volta o embaixador do Brasil na Indonésia, depois de ter apelado, sem êxito, ao presidente Joko Widodo para que impedisse a execução de um outro preso brasileiro, Marco Archer Cardoso Moreira.

O embaixador brasileiro ainda não regressou a Jacarta, e Dilma afirmou que o fuzilamento de Gularte afetará as relações diplomáticas entre os dois países.

A Indonésia tem 133 presos no corredor da morte – 57 por tráfico de droga, dois por terrorismo e 74 por vários outros crimes.

AS/lusa/efe

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