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Mundo

Brasil goleia, mas não brilha

Imprensa alemã acha que Seleção Brasileira "cumpriu obrigação" ao vencer a China. Derrota da Itália, que teve dois gols anulados, roubou atenção.

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Rivaldo, Cafu, e Ronaldinho Gaúcho festejam o segundo gol sobre a China

A vitória de virada de 2 a 1 da Croácia sobre a Itália desviou parte das atenções da imprensa alemã, inicialmente voltadas para a partida do Brasil contra a China, a única da Copa do Mundo transmitida ao vivo por tevê aberta neste sábado na Alemanha. Dois gols italianos foram anulados pela arbitragem, que recebeu críticas dos jornalistas do único país tricampeão mundial ao norte dos Alpes.

A agência alemã de notícias DPA intitulou "Muitos gols, pouco brilho" seu boletim sobre a goleada brasileira de 4 a 0, acrescentando em seguida que o tetracampeão mundial jogou descontraído e praticamente garantiu sua classificação para as oitavas-de-final. No entanto, a agência ressalva: "Mas, mesmo após a segunda vitória, ainda não se pôde verificar a verdadeira capacidade dos sul-americanos."

Areia na máquina brasileira – Na avaliação do enviado especial Emilio Rappold, no início do jogo a formação chinesa com duas linhas de defesa "pôs areia na máquina dos favoritos, que se permitiram perder muitas bolas fáceis e exageraram nas jogadas individuais". Correspondente da DPA no Brasil, Rappold acompanha na Copa a equipe de Luís Felipe Scolari, que "usou o segundo tempo para um treino sob condições competitivas".

A análise do correspondente da agência esportiva SID não foi diferente. "Com sua mais ampla vitória num mundial desde 1986, o recordista de títulos mundiais cumpriu sua obrigação", escreveu Ulrike Lange ao abrir seu relato. Segundo Lange, o Brasil foi "demais" para a China, embora "os artistas da bola" tenham esbarrado nos primeiros 15 minutos na "defesa de múltiplas pernas dos chineses". Os relatos da DPA e da SID costumam ser reproduzidos por grande parte da imprensa alemã.

Elogios aos chineses – O jornal de maior circulação da Alemanha segue na linha das agências. Para o Bild, Brasil e China fizeram um duelo de desiguais. Em sua página online, o diário sensacionalista afirma que "os chineses se contagiaram pelo futebol alegre dos brasileiros, deixando várias vezes a defesa canarinho em apuros".

Para o popular Express, o "Brasil quebrou a muralha chinesa". O jornal da região renana de Bonn a Düsseldorf destacou que "os chineses, novamente apoiados por numerosos torcedores, jogaram animadamente no início, mas contra o experiente Brasil não tiveram qualquer chance".

Sem bobeira – A revista esportiva Kicker viu um "Festival de gols da Seleção", como intitulou sua resenha da partida em sua página online. "O Brasil não deu bobeira e está quase classificado para as oitavas-de-final", segundo a publicação. Ela destaca que "os chineses começaram sem mostrar qualquer respeito pelo Brasil", mas "após o primeiro gol, somente os brasileiros jogaram".

A vitória brasileira sobre a China foi a segunda maior goleada desta Copa do Mundo. A mais ampla foi imposta pela Alemanha, em sua estréia, sobre a Arábia Saudita: 8 a 0.

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