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Copa do Mundo

Brasil está pronto para o título mundial, afirma jornal alemão

Com Neymar, Felipão e Parreira, a seleção brasileira pode finalmente exorcizar o fantasma do Maracanazo, escreve o "Süddeutsche Zeitung". Já os alemães querem ser a primeira seleção europeia a vencer na América do Sul.

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Neymar é a grande esperança brasileira, escreve o jornal alemão

As expectativas de Brasil e Alemanha para a Copa do Mundo é um dos principais assuntos da primeira edição de 2014 do jornal alemão Süddeutsche Zeitung, nesta quinta-feira (02/01), ocupando toda a página 2, uma área nobre do diário editado em Munique.

"O mundo vai olhar ansioso para o Brasil no verão [europeu], quando começar o maior evento esportivo do planeta. Os organizadores estão nervosos, pois durante a Copa poderão acontecer protestos contra a corrupção e as pretensões absolutistas da Fifa. Mas, apesar de todas as adversidades, o torneio deverá ser uma festa: ninguém ama o futebol como os brasileiros", afirma o jornal.

Em duas matérias dispostas lado a lado, separadas por uma enorme foto do atacante Neymar com a camisa da seleção, o jornal analisa como cada uma das equipes se prepara para o torneio.

"O medo do Maracanazo. De sua equipe, todo o Brasil espera o título para finalmente superar o trauma de 1950", escreve o jornal. Quase metade da matéria dedicada ao Brasil fala sobre a final de 1950, quando os uruguaios derrotaram os brasileiros por 2 a 1 no Maracanã. "Um choque coletivo que um décimo da população do Rio de Janeiro de então acompanhou ao vivo", afirma o jornal.

A matéria diz que só a vitória interessa para os brasileiros e que, para isso, o Brasil reuniu dois ícones – Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira –, apresentados como mestres da estratégia futebolística. Em campo, lembra o diário, a grande esperança se chama Neymar.

O jornal afirma ainda que o Brasil está pronto para o título e que pode ser campeão usando apenas suas próprias forças – "porque pode escolher entre o melhor num país que produz mais talentos do que qualquer outro". Assim, não precisa apelar para "truques sujos", como "carnaval noturno na frente de hotéis de adversários", engarrafamentos "encenados" nas proximidades de estádios ou de juízes que, apitando mal, conduzam o jogo.

Alemães têm motivos para perder o sono

A matéria dedicada à equipe alemã começa lembrando que nunca uma seleção europeia venceu uma Copa do Mundo na América do Sul – "Joachim Löw inicia a próxima tentativa".

Em seguida, o jornal lembra uma declaração de Löw, de que ele estaria dormido bem porque confia na sua equipe e espera estar na final do dia 13 de julho no Rio de Janeiro.

Mas Löw também lembra que ser campeão no Brasil é uma tarefa difícil. "Lá vive-se e ama-se o futebol, lá as crianças nascem com uma bola no pé", diz o técnico, citado pelo jornal. "Uma garantia de conquistar o título" certamente não pode existir, afirma.

A matéria também fala do centro de treinamento dos alemães. "A DFB é conhecida por seu planejamento, mas provavelmente nunca foi tão meticulosa quanto nesse torneio." Segundo o jornal, o fato de os alemães terem deixado de lado a oferta de hotéis do país anfitrião e optado por um local que ainda nem está pronto é mais uma prova da elevada exigência do técnico.

O jornal vê uma contradição no discurso de Löw, que diz esperar que seus jogadores experimentem a alegria de viver dos brasileiros – "com o que ele só pode estar se referindo ao cotidiano perto dos estádios durante a Copa" – e ao mesmo tempo os isola numa vila de pescadores.

Por fim, o SZ concorda que não faltam opções para a posição de goleiro. Mas as ausências do volante Sami Khedira, que pode ficar de fora da Copa por lesão, a pouca oferta de laterais e as incertezas no ataque são motivo de sobra para tirar o sono do treinador, escreve o diário.

Numa terceira matéria, o jornal lembra os protestos durante a Copa das Confederações e diz que muitos brasileiros não estão tão entusiasmados com o torneio como a Fifa e os políticos brasileiros esperavam. O motivo, continua o SZ, são os elevados custos para as construções dos estádios. Juntos, eles custarão 2,5 bilhões de euros – mais do que as arenas das Copas da Alemanha e da África do Sul somadas e o dobro do inicialmente previsto, escreve o jornal.

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