Brasil e China mostram fôlego em ranking de inovação da União Europeia | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 02.02.2011
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Economia

Brasil e China mostram fôlego em ranking de inovação da União Europeia

Brasil e China crescem em inovação e competitividade tecnológica em ranking elaborado pela União Europeia. Já países do bloco pioraram desempenho em 12 indicadores.

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Comissária sugere mais investimentos em pesquisas

A União Europeia (UE) se vê ameaçada com a crescente concorrência dos países emergentes, como o Brasil, em matéria de inovação e competitividade tecnológica.

Mesmo que a UE ainda mantenha uma liderança clara sobre as economias emergentes da Índia e da Rússia, o Brasil e a China mostram fôlego em seus índices de crescimento. É o que aponta o painel europeu de avaliação da inovação, apresentado nesta terça-feira (01/02).

Embora os países-membros da União Europeia estejam avançando, eles não estão sendo suficientemente rápidos. Nessa corrida, segundo a comissária europeia responsável pela Investigação, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan-Quinn,"a União Europeia já sente a respiração do Brasil e da China".

Para acelerar o processo de inovação, o estudo sugere a formulação de um sistema mais efetivo de patentes e uma maior cooperação entre os países-membros da UE. Além disso, é destacado que as empresas têm que ter um cenário atrativo para investir em pesquisas.

Symbolbild Patent Landwirtschaft Gentechnik

Área de patentes de um país é um dos itens pesquisados por estudo anual da UE

Para Máire Geoghegan-Quinn, a inovação é essencial para o êxito de uma economia moderna."Ela está no cerne do processo de decisão política e é a principal via pela qual as economias criam empregos", disse. A comissária quer que os países da UE, tendo em vista os resultados do estudo, explorem os seus pontos fortes e corrijam suas fragilidades.

Comparando as nações da União Europeia com o Brasil e a China, a UE continua com uma clara liderança nas performances relacionadas à inovação. Porém, com base em 12 indicadores, como gastos públicos e privados em pesquisa, a liderança está declinando de forma muito rápida.

Estados Unidos, Japão e países do BRIC

A pesquisa utiliza o índice de inovação da União Europeia como referência para todo o estudo. Assim, dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a Rússia é a que obteve a melhor colocação no ano de 2010, com uma performance -37%, do que os membros da UE.

Levando em conta os mesmos parâmetros, em segundo lugar vem a Índia, com performance -53%; a China, com -55%, e o Brasil, por último, com performance de -58%. Quer dizer, em relação aos índices negativos, quanto mais próximo do zero (que é a média da UE), melhor para o país em questão.

De acordo com o estudo, o Brasil ficou estabilizado nas últimas duas pesquisas, dos anos de 2009 e 2010, com -58%. Porém, desde 2006, o Brasil melhorou a sua performance em três pontos, saindo de -61%. Ainda se tratando dos principais competidores da União Europeia, os Estados Unidos lideram o ranking, com uma performance positiva de 49%. O Japão ficou em segundo, com 40%.

Fora do pódio europeu

A Alemanha aparece em quarto lugar na UE, atrás da líder Suécia, da Dinamarca e da Finlândia. Esses quatro países são os únicos que se destacam no ranking da inovação e que obtiveram um índice 20% melhor do que a média dos 27 países que constituem a UE.

Mesmo assim, esses países "top" não têm qualquer chance contra a Suíça – que não faz parte da União Europeia, mas também foi pesquisada. Os suíços deixam a concorrência de grande parte da União Europeia para trás, principalmente por sua excelente performance em ativos intelectuais e indicadores econômicos.

De acordo com o relatório, a lista de deficiências europeias é grande: há problemas com o investimento privado em pesquisas e na área de patentes, também a cooperação entre os setores público e privado poderia ser melhor.

Os Estados Unidos, com performance de 49% melhor do que a da UE, também não têm muitos motivos para comemorar, já que o Japão está apenas nove pontos percentuais atrás.

Alemanha é forte nas patentes

Na opinião da comissária Geoghegan-Quinn, a Alemanha – mesmo em quarto lugar – não pode desleixar. Segundo ela, os primeiros colocados devem apertar o pé no acelerador.

A comissária reconhece que um ponto forte da Alemanha é a área de patentes e, consequentemente, a forma como as inovações são colocadas em prática e transformadas em dinheiro. Porém ela sugere maiores investimentos na área da educação.

Pesquisa

No estudo, que é realizado anualmente, foram pesquisados o poder de inovação dos 27 membros da União Europeia, além da Croácia, Sérvia, Turquia, Islândia, Macedônia, Noruega e Suíça.

Os indicadores foram agrupados em três grandes categorias: viabilizadores, que são os elementos que permitem que a inovação aconteça; a atividade das empresas, e os resultados, isto é, como tudo isso se traduz em benefícios para o conjunto da economia.

Atrás dos quatro primeiros colocados na Europa seguem-se Reino Unido, Bélgica, Áustria, Holanda, Irlanda, Luxemburgo, França e Chipre. Os três últimos colocados são Letônia, Bulgária e Lituânia.

Autor: Fernando Caulyt
Revisão: Roselaine Wandscheer

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