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América Latina

Brasil e Chile fecham acordo para trocar informações sobre ditaduras

Troca de documentos deve ajudar a esclarecer casos de violação de direitos humanos durante os regimes militares nos dois países. Ao receber Bachelet, Dilma mostrou confiança para primeiro jogo da Copa.

Brasil e Chile assinaram, nesta quinta-feira (12/06), um acordo de cooperação para solucionar casos ainda obscuros de violações de direitos humanos durante as ditaduras nos dois países. A parceria foi assinada em Brasília, durante visita da presidente chilena, Michele Bachelet, à presidente Dilma Rousseff.

O memorando prevê a troca de documentos entre autoridades dos dois países e, no Brasil, os documentos enviados do Chile ajudarão no trabalho da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

A parceria estava sendo negociada desde abril, quando o chanceler chileno, Heraldo Muñoz, esteve em Brasília. "Houve muitos brasileiros que se exilaram no Chile e ficaram presos no estádio nacional, e a Operação Condor fez com que houvesse uma colaboração dos aparelhos repressivos da região", disse Munhoz à época. "Há dados, e estamos prontos para entregar os dados disponíveis."

Desde abril, a CNV vem fazendo visitas ao país e coletando depoimentos, entre eles do ex-presidente chileno Eduardo Frei Ruiz-Tagle, filho de Eduardo Frei Montalva, também ex-presidente, que teria morrido envenenado por agentes da polícia secreta chilena.

Indústria

O encontro bilateral também serviu para marcar a assinatura de um acordo entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Sociedade de Fomento Fabril (Sofofa). O compromisso envolve a ampliação das relações comerciais, por meio de ações como redução nos preços dos fretes, melhorias em infraestrutura e logística e aumento nos investimentos.

Segundo a CNI, o objetivo é "fortalecer a agenda comercial da indústria brasileira" e "obter informações sobre o avanço do acordo da Aliança do Pacífico". A CNI indicou que participará da próxima reunião do grupo.

Segundo o Itamaraty, o Brasil é hoje o principal destino dos investimentos chilenos. Os investimentos brasileiros no Chile também têm aumentado, especialmente nos setores de energia, serviços financeiros, alimentos, mineração, siderurgia e construção civil.

Otimismo

Perguntada por jornalistas se tinha palpite para o jogo de abertura da Copa, Dilma não arriscou um placar, mas fez, repetidamente, um sinal positivo, indicando otimismo para a partida. A atitude positiva também estava estampada nas roupas das duas presidentes: Dilma estava de blazer verde, e Bachelet, com detalhes amarelos na roupa.

O encontro com Bachelet inaugura uma série de reuniões bilaterais que a presidente manterá nos próximos dias. Alguns governantes – que estarão no país para a Copa do Mundo – virão a Brasília. Entre eles estão a chanceler federal alemã Angela Merkel, no domingo, e o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, na próxima terça.

Após a reunião da manhã desta quinta, as duas presidentes seguiram para São Paulo, onde participaram de um almoço oferecido pelo Brasil a líderes mundiais no Hotel Marriott, em Guarulhos. Entre eles estão o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o primeiro-ministro croata, Zorán Milanovic, e os presidentes do Equador, Rafael Correa, do Uruguai, José Mujica, e do Paraguai, Horácio Cartes