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Alemanha

Brasil e Alemanha rumo à segunda fase do mundial

Seleção Brasileira garante segundo lugar no Grupo D. Vitória tcheca sobre Japão salva equipe alemã da eliminação precoce. Dirigentes respiram aliviados.

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As alemãs (dir.) venceram as japonesas por 3 a 1 na segunda rodada, mas estas depois quase roubaram a vaga de classificação

O mundo virou-se de pernas para o ar num dia e se repôs em ordem no seguinte. A imagem cabe bem para falar da experiência da Seleção Alemã no fim da primeira fase do Campeonato Mundial de Vôlei Feminino, realizado na Alemanha.

Na segunda-feira, a até então decepcionante equipe do Japão surpreendeu com uma vitória sobre a Bulgária, que ainda não havia perdido um set sequer. O resultado invertera a situação do selecionado alemão, que em desvantagem no saldo de sets parecia ter ficado distante da classificação para a segunda etapa.

"As derrotas para as italianas e as búlgaras (ambas por 3x0) estavam previstas. O problema foram os dois sets perdidos para as tchecas em nossa vitoriosa estréia", analisa a jogadora alemã Sylvia Roll as razões da corda bamba em que o time anfitrião ficou.

Na tarde de terça-feira, porém, antes mesmo de as alemãs entrarem em quadra, à noite, como franca favoritas contra o México, nova surpresa restabeleceu a esperança de classificação no Grupo A, disputado em Münster. Apoiada pela torcida organizada de três mil crianças com bandeirinhas tchecas, a seleção já eliminada do país vizinho à Alemanha encontrou motivação para derrotar a do Japão por 3 sets a 1. Com isto, a equipe anfitriã voltou a depender apenas de si mesma para seguir na competição.

Alívio, com revisão de meta – A reviravolta aliviou os dirigentes organizadores do mundial. "Não dá nem para imaginar as perdas de imagem que uma eliminação precoce da Seleção Alemã causaria. Seria uma catástrofe", suspirou Götz Moser, vice-presidente da Federação Alemã de Vôlei (DVV). Sem a equipe nacional no torneio, os esforços para se popularizar o esporte na Alemanha – inclusive com ampla cobertura de tevê – teriam fracassado.

Como terceira colocada do Grupo A, a Alemanha irá jogar a segunda fase em Riesa, na Saxônia, onde provavelmente terá como adversárias as seleções da China (vice-campeã mundial), dos EUA e da Holanda ou Romênia. "Agora o time tem de mostrar seu verdadeiro caráter neste difícil grupo e jogar tão bem quanto sabe. Assim poderemos nos classificar para as finais em Berlim", diz ainda esperançoso Werner von Moltke, presidente da DVV. O dirigente, porém, não fala mais em medalha, como antes do torneio.

Pressão psicológica prejudica – Treinador da seleção da Alemanha, o sul-coreano Hee Wan Lee não precisou rever sua meta. Ele ainda estará satisfeito com um lugar entre os oito primeiros colocados. Mas para chegar lá, Lee diz que suas jogadoras precisam se livrar do peso da responsabilidade de fazer bonito diante da própria torcida. A sobrecarga psicológica estaria sendo prejudicial.

"Nem todas as jogadoras têm condições de manter estável seu desempenho sob pressão", avalia o coreano, que tem em Angelina Grün sua principal atleta. Afinal, a priori uma eliminação na primeira fase não seria nada anormal, pois isto aconteceu tanto no mundial de 1998 quanto no europeu de 2001.

Susto baixou bola – No entanto, o terceiro lugar no último Grand Prix da Ásia, o fato de estar jogando em casa e o otimismo interesseiro dos dirigentes parecem ter levado as meninas do vôlei alemão a superestimar seu potencial no mundial. Somente após a arrasadora derrota de 3 a 0 para a Itália e a quase inevitável eliminação, elas caíram na real. As lágrimas que rolaram por seus rostos comprovam o muito que esperavam de si mesmas.

Confirmado no emprego mesmo no caso de uma eliminação antecipada, o técnico Lee adverte que é preciso haver mais investimentos no vôlei caso se queira transformar a Alemanha numa potência neste esporte. "Se continuar assim, não temos a menor chance. Tanto faz quem seja o treinador", diz ele. Para o experiente sul-coreano, a Seleção Alemã, fraca tecnicamente, só terá futuro se os talentos do vôlei nacional forem desenvolvidos por treinadores melhor qualificados e tiverem mais espaço nas equipes do Campeonato Alemão.

Mas isto tudo custa dinheiro. E exatamente para atrair patrocinadores, a federação espera uma bem sucedida participação no mundial.

Brasil – Apesar de ser medalha de bronze na Olimpíada de Sydney, a Seleção Brasileira não constava no rol dos favoritos da imprensa alemã, mas classificou-se facilmente para a segunda fase. Com quatro vitórias e uma derrota (para a China), as meninas do Brasil terminaram em segundo lugar no Grupo D, em Leipzig, e mudam-se agora para Stuttgart, onde pegarão a Coréia do Sul, entre outros adversários.

A segunda fase do Campeonato Mundial começa na sexta-feira.

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