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Mundo

Brasil e Alemanha apresentam iniciativa contra espionagem na ONU

Projeto de resolução não faz menção aos EUA, mas exige que Estados-membros revejam práticas de vigilância. Países já correm para conseguir apoio ao texto, que precisa da aprovação de maioria simples na Assembleia Geral.

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Angela Merkel (dir.) e Dilma Rousseff: as duas líderes teriam sido vítimas da espionagem americana

Brasil e Alemanha apresentaram nesta sexta-feira (1º/11), na 3ª Comissão (para assuntos sociais, humanitários e culturais) da Assembleia Geral da ONU, um projeto de resolução sobre privacidade na era digital.

Em meio à polêmica sobre a espionagem americana, o texto não faz menção direta aos Estados Unidos, mas faz um apelo aos países-membros para que revisem as práticas de vigilância e se comprometam a adotar medidas contra a violação do direito internacional.

A iniciativa já vinha sendo planejada há algum tempo, mas ganhou nova dinâmica com o escândalo sobre o suposto grampeamento do telefone celular da presidente Dilma Rousseff e da chanceler federal alemã, Angela Merkel, pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana.

O texto reafirma o "direito humano dos indivíduos à privacidade e a não ser submetido a ingerências arbitrárias ou ilegais em sua vida privada" e diz que o "exercício do direito à privacidade constitui requisito essencial à realização do direito à liberdade de opinião e de expressão sem ingerências".

"Os Estados devem assegurar que medidas para combater o terrorismo estejam de acordo com o direito internacional, em particular o direito internacional dos direitos humanos, o direito dos refugiados e o direito internacional humanitário", prossegue o projeto de resolução.

Busca por apoio

Segundo nota do Itamaraty, o texto será considerado pela 3ª Comissão da Assembleia Geral e, posteriormente, pelo plenário da própria Assembleia. Para ser aprovado, o texto precisa de apoio de uma maioria simples dos 193 países da ONU. Segundo a imprensa alemã, os dois países já estão se articulando com os demais membros para viabilizar a aprovação.

A magnitude da espionagem dos EUA sobre seus cidadãos e governos estrangeiros foi trazida a público meses atrás, através de documentos vazados à imprensa pelo ex-analista da CIA Edward Snowden. As revelações suscitaram críticas de diversos países, como Brasil e México, e mais recentemente de líderes europeus. O jornal britânico The Guardian revelou que os EUA chegaram a espionar 35 líderes mundiais.

Em seu discurso na Assembleia Geral em setembro, Dilma fez duras críticas ao governo americano e cancelou a visita de Estado que faria a Washington. Nesta semana, Merkel, por sua vez, enviou uma delegação para tratar do assunto na capital americana.

RPR/ ap/ dpa/ abr