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Feira do Livro de Frankfurt

Brasil dedica estande em Frankfurt a programa de tradução

Dois anos após o programa de apoio à tradução e publicação de autores brasileiros no exterior ser reestruturado, um espaço com cerca de 200 obras traduzidas foi aberto ao lado do estande coletivo de editoras brasileiras.

Desde 2010, pouco antes da reestruturação do programa, até julho último, foram concedidas 422 bolsas, 72% do total de 583 bolsas concedidas entre 1991 e 2013. Após apresentar os números nesta quarta-feira (09/10), o coordenador do programa, Fábio Lima, destacou que o estande serve como uma espécie de vitrine. As obras expostas, em inglês, alemão, francês, espanhol e árabe, dão uma amostra dos resultados atingidos pelo programa da Biblioteca Nacional e do Ministério da Cultura nos últimos três anos.

"Para um editor, muitas vezes é importante ver se o livro foi publicado em outros idiomas e que ele tem acesso a isso. Nosso maior objetivo agora é manter o interesse e um número bom de traduções após Frankfurt", reiterou.

Somente à Alemanha, foram dadas 65 bolsas de 2010 até agora, o que faz o país liderar o ranking do programa. Nas prateleiras do estande em Frankfurt, as versões em alemão de Diário da Queda, de Michel Laub, Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera, K., de Bernardo Kucinski e O dia Mastroianni, de João Paulo Cuenca, exemplificam o alcance do programa no país.

O tradutor do alemão para o português Michael Kegler – que adaptou Cuenca, Laub e Luiz Ruffato – relata ter sentido "um efeito imediato do programa", após a sua reestruturação. "Somente neste ano, traduzi cinco romances brasileiros."

Outro fruto do programa é a antologia Der Schwarze Sohn Gottes: 16 Fussballgeschichten aus Brasilien (com título em português Entre as quatro linhas: contos sobre futebol), organizada por Luiz Ruffato e que será lançada na Feira de Frankfurt neste sábado pela editora Assoziation A.

Em entrevista à DW, o editor Rainer Wendling destacara que só aceitou o risco de traduzir contos de autores brasileiros "relativamente desconhecidos" por causa do programa de incentivo do governo brasileiro.

Em todos os países que receberam bolsas do Brasil nos últimos três anos, Jorge Amado foi o autor mais traduzido, com 23 adaptações, seguido por Clarice Lispector, com 20. Porém, a lista de 40 autores mais traduzidos também inclui novos nomes, como Adriana Lisboa, Luís Fernando Veríssimo, Cuenca, Laub e Ruffato.