1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Brasil

Brasil decide comprar caças suecos

Depois de mais de uma década de negociações, governo opta pela sueca Saab para renovar a frota de caças da FAB. Contrato é de 4,5 bilhões de dólares. Franceses da Dassault e americanos da Boeing ficam de fora.

O governo brasileiro anunciou nesta quarta-feira (18/12) a escolha da aeronave Gripen NG, da fabricante sueca Saab, para a modernização da frota da Força Área Brasileira (FAB), com a aquisição de 36 caças militares, encerrando um processo que durou mais de dez anos.

O negócio foi fechado por 4,5 bilhões de dólares e os detalhes do contrato, que envolve transferência de tecnologia para o Brasil, ainda serão negociados nos próximos dez meses. O modelo sueco substituirá os atuais Mirage 2000, que serão aposentados este mês. Se a negociação ocorrer dentro do prazo previsto, o contrato deve ser assinado em dezembro de 2014, e a FAB receberá o primeiro caça sueco no final de 2018. Com a desativação dos Mirage 2000, a FAB irá usar os caças F5M até a chegada dos aviões Gripen.

A decisão em favor dos suecos, tomada pela presidente Dilma Rousseff, foi anunciada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, durante a cerimônia de fim de ano das Forças Armadas. "Quando terminar o desenvolvimento [das aeronaves], teremos a propriedade intelectual desse avião, acesso a tudo", afirmou o ministro, em Brasília.

O desenvolvimento do novo modelo – hoje existe apenas um protótipo do Gripen NG – será feito em conjunto com a FAB e a fabricante brasileira de aviões Embraer e deverá contar ainda com a ajuda de outras indústrias brasileiras, segundo informações da FAB.

O programa para aquisição das aeronaves foi lançado no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001, e relançado por seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, poucos anos mais tarde.

Para a aquisição dos caças, o governo abriu um leilão que contou com a participação da francesa Dassault, com o modelo Rafale, da norte-americana Boeing, com o modelo F-18, e da vencedora sueca Saab, com o Gripen.

Em troca, o governo pedia que as concorrentes apresentassem propostas incluindo transferência de tecnologia, o que pesou na escolha final, além do próprio preço. A escolha gerou surpresa, uma vez que ao longo do processo, em 2009, os franceses chegaram a ser anunciados como os escolhidos durante uma visita de Lula à França.

Durante o governo Dilma, o modelo de fabricação norte-americana passou a ser o preferido, mas o escândalo sobre a espionagem dos EUA ao Brasil pode ter afetado a escolha final. “O problema com a NSA estragou tudo para os americanos”, afirmou uma pessoa ligada ao governo brasileiro à agência de notícias Reuters. Desde o início, no entanto, o parecer técnico da FAB indicava preferência pelo modelo sueco.

O presidente da França, François Hollande, visitou o Brasil na semana passada para fazer lobby em favor do Rafale. Já a Boeing abriu um grande escritório no Brasil e nomeou a ex-embaixadora Donna Hrinak para ser sua principal executiva no país.

AS/lusa/abr/rtr

Leia mais