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Brasil

Brasil é segundo maior fornecedor de cocaína para Alemanha

País serve de ponte entre fabricantes da droga no Peru, Bolívia e Colômbia e consumidores na Europa e tem o maior consumo relativo da América do Sul, diz especialista alemão.

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Política repressiva ajuda a regular o preço de mercado, diz analista

Estatísticas do Departamento Federal de Investigações (BKA) apontam o Brasil como segundo maior fornecedor de cocaína para a Alemanha. Em 2004, o país foi superado apenas pela Holanda e, neste ano, pode até assumir a liderança, após a apreensão de 1,1 tonelada de cocaína pura pelo BKA e a Policia Federal brasileira, em julho passado.

Além de servir como país-ponte para o transporte de cocaína dos Andes para a Europa, o Brasil tem também o maior mercado consumidor da droga na América do Sul. "As grandes apreensões são vistas pelos governos como vitória de suas políticas antidrogas, mas freqüentemente se esquece que elas têm um efeito regulador do preço, útil para o narcotráfico." É o que diz o cientista político Karl-Dieter Hoffmann, diretor do Instituto de Estudos Latino-americanos da Universidade de Eichstätt, em entrevista à DW-WORLD.

DW-WORLD Até que ponto o Brasil está envolvido com o tráfico internacional de drogas?

Karl-Dieter Hoffmann – O Brasil desempenha há tempo um crescente papel no comércio regional de drogas. Mudanças no ranking dos países que mais transportam a droga para a Europa e os EUA são normais, porque os atores envolvidos reagem às apreensões em outras regiões e mudam suas rotas, para continuar o transporte com mais sucesso. No caso do Brasil, isso está ligado ao fato de o país ter o maior consumo relativo de drogas da América do Sul. O país tem um acúmulo de drogas nos mercados urbanos e, por isso, pode ser facilmente usado como ponte para o exterior.

O BKA constatou uma mudança de rota do narcotráfico após a introdução do visto obrigatório para colombianos pela União Européia em 2001. Isso é um fator decisivo?

Isso pode ser decisivo, pelo fato de outras pessoas serem mandadas para o front, mas não para quem comanda o tráfico. Os responsáveis pelos setores de produção e comércio sempre encontrarão caminhos e meios para recrutar pessoas de outras nacionalidades como "mulas". As mudanças da infra-estrutura ilegal pode até afetar o negócio em curto prazo, mas as redes de traficantes conseguem se adaptar rapidamente às novas condições.

Leia a seguir: O narcotráfico e o boom das exportações

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