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Economia

Brasil é atingido pelos planos de cortes na Siemens

O conglomerado confirmou em Munique os planos de corte direto de 3.800 empregos e o remanejamento de outros 3 mil postos de trabalho. Na Alemanha, serão atingidos até 3.200. Unidade de Curitiba deverá ser vendida.

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Empresa quer sanear segmento de telecomunicações

Para tornar mais atraente a compra da Siemens Enterprise Communications (SEN), segmento de telecomunicações em crise da Siemens, a matriz em Munique confirmou nesta terça-feira (26/02) que, dos 17.500 postos de trabalho em todo o mundo, ela pretende desfazer-se de 6.800 (3.800 empregos serão cortados e 3 mil remanejados).

Na Alemanha, a empresa pretende se desfazer de 1.200 postos de trabalho através de vendas ou joint ventures, sendo que até 2 mil deverão desaparecer. Os cortes radicais são justificados com as transformações no setor: enquanto a SEN vendia especialmente hardware, atualmente são mais procuradas soluções em forma de software.

"Nossa cota de mercado caiu para 4% nos últimos anos", disse o diretor financeiro da companhia, Joe Kaeser. Este é o motivo também da venda da unidade de Leipzig, no Leste alemão, que emprega 530 funcionários.

Implicações para a América do Sul

Entre as unidades atingidas no exterior, estão a de Curitiba, com 470 funcionários, e a de Salônica, com 270, que serão vendidas ou oferecidas para joint ventures. "Em casos isolados, não estão descartados fechamentos", assinalou a empresa em Munique. Deverão ser vendidas também unidades na Argentina, Chile, Equador, Colômbia e Peru, algo que deverá afetar 1.100 funcionários.

"Vamos iniciar uma reestruturação acelerada da SEN sob o controle da Siemens, para garantir que as medidas de saneamento relacionadas aos funcionários atentem o melhor possível para a questão social", disse Kaeser.

Deutschland Siemens Bilanz Pressekonferenz Peter Löscher

Peter Löscher

A Siemens Enterprise Communications é a última empresa restante do tradicional segmento de telecomunicações do conglomerado alemão. Segundo Peter Löscher, presidente e CEO da Siemens, as negociações para a venda da SEN estão num estágio avançado.

Fontes da empresa ressaltam que o saneamento da SEN era necessário, independentemente de sua venda. Após a experiência com a taiwanesa BenQ, a Siemens prefere ela própria administrar a reestruturação do segmento a ser colocado à venda.

Devido aos altos prejuízos, em junho de 2005 a Siemens havia vendido a sua divisão de celulares para a BenQ por um valor simbólico. Para que a empresa de Taiwan aceitasse o negócio, a empresa alemã havia pagado 250 milhões de euros à BenQ. Um ano mais tarde, a BenQ Mobile anunciaria sua falência, deixando desempregadas 3 mil pessoas na Alemanha.

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