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Especial

Brasília recebe a Copa em estádio superfaturado e projeto de VLT abortado

Mané Garrincha é o campeão em custos: arena de 1,9 bilhão é a terceira mais cara do mundo. Projeto de Veículo Leve sobre Trilho, VLT, aguardado há tantos anos não saiu do papel.

Os brasilienses receberão a Copa do Mundo com pelo menos uma grande frustração: a ausência do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Prometido há quase dez anos, o bonde – com percurso previsto do aeroporto até o centro da cidade – facilitaria bastante a vida dos cerca de 600 mil turistas esperados na capital durante as quatro semanas do Mundial.

A construção do VLT faz parte de um amplo projeto chamado Programa Brasília Integrada e que prevê melhorias substanciais no transporte público da capital. A iniciativa combateria um dos maiores problemas da capital nacional: a mobilidade urbana. Planejado para passar em uma das avenidas mais caóticas da cidade, a W3, o bonde facilitaria integração com outros transportes e, de quebra, ainda ajudaria na organização urbana.

Inicialmente, o governo previa que pelo menos o trecho 1, do aeroporto até o terminal rodoviário da Asa Sul, ficaria pronto até a Copa. As obras chegaram a ser iniciadas em 2007 e, após diversos questionamentos da Justiça, elas foram suspensas no fim de 2010. No ano seguinte, a licitação foi totalmente anulada por irregularidades na licitação.

A obra só foi retirada da Matriz de Responsabilidade da Copa em agosto de 2012, quando as autoridades avaliaram que o VLT não ficaria pronto a tempo. Ainda assim, o governo espera licitar todos os trechos ainda neste ano. O bonde deve custar 1,5 bilhão de reais, dinheiro que deve sair do PAC da Mobilidade.

Aeroporto

Obras estão espalhadas por todos os cantos no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. O terceiro maior aeroporto do Brasil será a principal porta de entrada da cidade, que receberá, juntamente com o Rio de Janeiro, o maior número de jogos neste Mundial – sete.

Para adaptar o terminal de voos ao esperado aumento na demanda, 900 milhões de reais estão sendo investidos na expansão do estacionamento e outras áreas internas, na compra de equipamentos modernos, em reformas. Segundo a Inframerica, concessionária que administra o aeroporto do DF, até junho a capacidade do aeroporto aumentará dos atuais 16 milhões para 21 milhões de passageiros por ano.

Das S-Bahn Projekt Brasilias.

Projeto de veículo leve sobre trilho foi abandonado

Um recorde – de custo

A ideia inicial era tentar sediar a abertura da Copa do Mundo. Para isso, o GDF lançou um imponente projeto para reconstrução do Estádio Mané Garrincha. Sem o apelo político de São Paulo ou do Rio, porém, aos brasilienses tiveram que se contentar com a abertura da Copa das Confederações.

Agora, Brasília conta com uma das arenas mais modernas – e a mais cara – do Mundial, que custou 1,9 bilhão de reais. O custo final foi apontado por um relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal, divulgado em março.

O Tribunal aponta um superfaturamento de mais de 431 milhões de reais, resultado de irregularidades como compra indevida de materiais, erro no cálculo de transporte e abono de multa pelo atraso de entrega da obra.

Em dezembro do ano passado, a consultoria KPMG divulgou um levantamento mostrando que o Mané Garrincha é o terceiro estádio mais caro do mundo, se considerado o valor por assento. Ele fica atrás apenas do Wembley e do Emirates, em Londres.

Com uma capacidade de 71 mil espectadores, o pomposo Mané Garrincha, inaugurado em maio do ano passado, conta com um sistema de captação, armazenamento e reaproveitamento de água. Painéis de captação de luz solar que serão instalados nele para gerar energia. No entanto, a população ainda questiona o excessivo gasto com um estádio de ponta em uma cidade que não tem tradição no futebol.

O governo garante, porém, que além de receber jogos de times de outros estados, a arena brasiliense ainda poderá ser palco de shows. Há ainda uma iniciativa que pretende transformar uma parte da construção em um pequeno shopping após a Copa.

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