Brasília aguarda divulgação de gravação | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 18.05.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Brasil

Brasília aguarda divulgação de gravação

Crescem as cobranças da classe política, de integrantes do Judiciário e da população para que seja revelado o áudio da conversa entre Temer e o executivo da JBS. Conteúdo pode confirmar fim do governo.

Crescem as cobranças na classe política, de integrantes do Judiciário e da população para que seja revelado o conteúdo do áudio de conversa entre o presidente da República, Michel Temer, e o executivo Joesley Barbosa, presidente do Conselho de Administração do Grupo JBS. Há uma avaliação nesses meios de que, se o conteúdo do áudio for exatamente o que revelou o jornal O Globo, Temer perde as condições de se manter no governo e será obrigado a renunciar ou responderá a um processo de impeachment.

A Ordem dos Advogados do Brasil vai protocolar no Supremo Tribunal Federal um pedido para que a corte autorize o fim do sigilo dos áudios, que constariam em delação premiada dos executivos da JBS.

"Se as gravações forem confirmadas, Temer perde condições de seguir à frente do Palácio do Planalto”, declarou na manhã desta quinta-feira o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia. O magistrado pedirá uma reunião de emergência com o ministro do STF, Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte.

O áudio teria sido gravado em março, numa conversa no Palácio do Jaburu e revelaria o consentimento de Temer para que a JBS pagasse ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha para manter seu silêncio.

Cunha foi preso em outubro do ano passado como consequência das investigações da Operação Lava Jato. Ele já foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-parlamentar, ligado a Temer, chegou a fazer ameaças políticas sobre o suposto envolvimento do presidente e havia um temor generalizado de políticos brasileiros sobre a eventual consequência de uma delação de Cunha.

Até o momento, a única manifestação do governo foi do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em vídeo publicado nas redes sociais. Padilha é citado na Lava Jato. Na gravação, ele cita uma melhora recente do cenário econômico e afirma que o Brasil caminhava "numa corrente altamente positiva em favor do governo, em favor do Brasil, em favor dos brasileiros”. 

Padilha defende as investigações e sinaliza: "Temos que ver o que efetivamente foi dito”. Temer negou a amigos e assessores, ontem, que o conteúdo do áudio possa lhe comprometer. Na manhã de hoje, o presidente cancelou toda a agenda. Constam apenas "despachos internos”.

Leia mais