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Mundo

Braçadas para entrar na história

Com três medalhas de ouro em Barcelona, a nadadora de 21 anos tornou-se a mais bem sucedida alemã em toda a história dos campeonatos mundiais. Stockbauer quer concretizar agora o sonho maior de campeã olímpica.

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Hannah Stockbauer beija sua terceira conquista no mundial

Ao virar para os últimos 50 metros, parecia que o título tinha ido por água abaixo. A americana Diana Munz havia disparado 54 centésimos de segundo a sua frente. Hannah Stockbauer estava entretanto decidida a não entregar o posto de melhor do mundo nos 800 metros livres, conquistado em Fukuoka, Japão, há dois anos. Como uma lancha, a alemã de 21 anos fez marola para a adversária e ao chegar do outro lado, havia invertido completamente o jogo, impondo 53 centésimos de vantagem. "Ela fez o impossível", comentou Ralf Beckmann, chefe da equipe da Alemanha.

Mais do que manter seu nome nos anais da Federação Internacional de Natação (Fina) como a titular da prova, Stockbauer escreveu com seu desempenho fenomenal uma nova página da história da natação alemã. Nunca um nadador alemão somara cinco medalhas de ouro individuais em campeonatos mundiais. À inesperada conquista nos 400 metros livres em Barcelona, a jovem nascida em Nurembergue acrescentou o bi nos 1500 e 800 metros, ultrapassando assim lendas do esporte alemão como o albatroz Michael Gross e Kornelia Ender.

Comparações inevitáveis

"Jamais sonhei em ser comparada com Michael Gross. Que loucura! Isto me deixou nervosa antes da prova. Mas sem nervosismo nada funciona no esporte de competição", desabafou a nova estrela maior da natação nacional. Stockbauer brilha como nunca em Barcelona. Ocupou o espaço deixado por Franziska van Almsick, que abriu mão do mundial para dedicar-se exclusivamente à preparação para a Olimpíada de Atenas.

Atemberaubend

Franziska van Almsick, de exemplo a rival?

A recordista de títulos mundiais não gosta de ser comparada à recordista mundial dos 200 metros livres. "Vou ficar feliz se ela estiver na equipe no ano que vem. Ela irá tirar de mim a pressão (da opinião pública). Franzi é Franzi. Eu a admiro. Minhas medalhas de ouro não mudam nada neste sentido. Ninguém nada como ela", enfatiza Stockbauer.

A comparação, no entanto, é inevitável. Ambas são especialistas no mesmo estilo, o nado livre. Mas enquanto Franzi brilha nas provas de curta distância, Stockbauer é a rainha das médias e longas. Mesmo que a recém-coroada não queira afrontar a colega três anos mais velha, o destino as levará a uma medição direta de forças na Olimpíada de Atenas. Como 1500 metros não faz parte do programa olímpico, a campeã mundial já anunciou que pretende nadar os 200 metros. Mais que isto, ela quer integrar a equipe de revezamento. O duelo se desenha.

Seqüência de altos e baixos

Chegar ao sucesso não foi mole. Depois do modesto terceiro lugar nos 800 metros no Campeonato Europeu de 2002 em Berlim, Stockbauer emagreceu cinco quilos e deu duro nos treinos para recuperar a forma. "Com freqüência xinguei o técnico e os treinos. Não conheço ninguém neste mundo que ache legal nadar 20 quilômetros por dia", conta ela, hoje com 62 quilos distribuídos em 1,73 metro de altura, satisfeita em ver que "todo o trabalho, o empenho e os treinos valeram a pena".

Schwimmen

A nadadora em ação em 2001

Seu primeiro êxito internacional veio aos 14 anos, ao tornar-se campeã européia juvenil nos 800 metros livres. Dois anos depois, repetiu a dose. Em 1999, passou à equipe principal e desbancou a concorrência na prova no Campeonato Europeu de Istambul. Assim como quase todos os nadadores alemães, Stockbauer decepcionou na Olimpíada de Sydney, ficando apenas em quinto nos 800 metros e sexto nos 400.

No mundial de Fukuoka, assumiu o posto de número um do planeta em sua especialidade e também na nova prova de 1500 metros. Voltou ainda para casa com uma medalha de prata pelo revezamento 4x200 nado livre e uma de bronze pelos 400 metros livres. Ao priorizar os estudos para a conclusão do ensino médio, não conseguiu mais que o terceiro lugar no Europeu de 2002. A fã de Julia Roberts defende sua opção. "Quem só nada, fica burro. Eu preciso do estudo para me alegrar com os treinos", diz a estudante de Geografia da Universidade de Erlangen, cidade em que mora.

Para digerir sua façanha em Barcelona, Stockbauer decidiu dedicar-se a seu hobby favorito: enfronhar-se na cama para ouvir música e dormir. E viajar com "seu melhor amigo". Mas só por uma semana. Para realizar seu sonho de criança de ter uma medalha olímpica no peito, será preciso retornar logo à maratona de treinos.

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