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Futurando!

Borracha natural causa menos impacto ao meio ambiente

Matéria-prima extraída da seringueira tem emissão zero de CO2 na atmosfera e consome bem menos energia na produção do que versão sintética derivada do petróleo.

Natürlicher Kautschuk direkt vom Erzeuger

100 Jahre Kautschuk

Na floresta peruana, como mostrou o Futurando, a populações nativas encontraram na exploração do látex uma forma de aumentar sua renda. Em suas incursões pela mata, os seringueiros fazem mais do que coletar a seiva das árvores: eles ajudam a fiscalizar a floresta e prevenir desmatamentos. No Brasil, a exploração da borracha natural, fabricada a partir do látex das seringueiras, continua a ser representativa na economia, especialmente no Sudeste do país, responsável por 98% de toda a produção nacional.

Dados do Ministério da Agricultura dão conta de que em 2009 foram consumidas mais de 9,5 milhoes de toneladas de borracha natural em todo o mundo. A China utiliza 38,4% desse total em sua cadeia produtiva. O Brasil responde por apenas 2,6% do consumo. A previsão do ministério, publicada em um relatório, é de que “o consumo global das borrachas natural e sintética atingirá a soma de 28 milhões de toneladas em 2020 – o consumo em 2001 foi de 17,5 milhões".

De acordo com o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural, Marcello Tournillon Ramos, o Brasil importa atualmente cerca de dois terços de toda a borracha que consome. Mas o cenário poderia ser diferente em apenas 10 anos, se houvesse maior incentivo para a o plantio de seringais.

Ele defende a sustentabilidade da produção. “É um ciclo virtuoso. Depois de serem sangradas por 30 a 35 anos, as árvores podem ser substituídas por novas e a madeira serve para a fabricação de móveis de interior”, explica.

Opção ecológica

Kautschuk

Uma seringueira pode fornecer borracha por até 35 anos

A comparação feita por Ramos também apresenta pontos positivos na pegada ecológica dos seringais. “Para cada tonelada de borracha sintética produzida, a geração de CO2 é de 17 vezes o volume de borracha produzida. Já os seringais têm um impacto negativo, uma vez que o material é extraído de árvores”, compara.

Dados do próprio Ministério da Agricultura corroboram essa preferência pelo produto natural: seriam necessários entre 108 e 175 Gigajoules de energia para produzir uma tonelada de borracha sintética e apenas 13 Gigajoules para a mesma quantidade de borracha natural. Além disso, o presidente da Câmara garante que a borracha natural é insubstituível e possui características de performance muito superiores à borracha sintética, derivada do petróleo.

Sementes pelo mundo

A exploração de borracha no Brasil remonta ao nativos indígenas. O país foi, até a década de 1930, o maior produtor mundial de borracha. Até essa época, a extração era feita exclusivamente no coração da Floresta Amazônica, e as árvores estavam dispersas na mata. “Sementes foram levadas para a Ásia e lá começou a produção em escala, inviabilizando a atividade no Brasil”, lembra Ramos. Somente a partir de 1950 é que o Brasil obteve sucesso na organização de seringais ordenados, migrando a produção especialmente para o estado de São Paulo.

Conforme o Ministério da Agricultura, o cultivo da seringueira se estende hoje por 10 milhões de hectares e serve com fonte de renda primária para 20 milhões de produtores rurais em todo o mundo. Ramos afirma, no entanto, que o número de famílias envolvidas na produção no Brasil é apenas uma estimativa, e que o dado mais confiável disponível diz respeito ao volume de negócios. “Por ano, ainda representamos um PIB negativo de 1 bilhão de reais por conta da importação de borracha."