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Alemanha

Bonn é a "capital das Nações Unidas" na Alemanha

Dezoito agências da ONU estão instaladas nessa cidade de 300 mil habitantes às margens do rio Reno e que se tornou um centro das Nações Unidas após a Reunificação.

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Prédios da ONU (à esquerda e à direita), a sede mundial da Deutsche Post/DHL (ao fundo) e a DW (centro)

Quando esteve na Alemanha para reuniões com representantes do governo alemão, no final de janeiro, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, não escapou de dar uma passada por Bonn, a capital da antiga Alemanha Ocidental.

A cidade é sempre o foco das atenções quando o assunto é Nações Unidas. Nada menos que 18 agências das Nações Unidas estão instaladas nessa cidade de 300 mil habitantes às margens do rio Reno.

Elas vão desde a Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) até a Secretaria da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), passando pela Secretaria do Acordo pela Preservação da População de Morcegos Europeus (Unep/Eurobats).

O Centro Internacional para Educação de Treinamento Técnico e Vocacional (Unevoc) da Unesco também tem sede em Bonn. O chefe da agência é o indiano Shyamal Majumdar. É ele, também, quem dirige todos os escritórios da ONU sediados na cidade.

Bonn UN-Campus Langer Eugen

Prédio das Nações Unidas em Bonn; à esquerda, sede da DW

Desde 2004, quase todos os anos uma nova agência das Nações Unidas é instalada em Bonn. Um dos motivos, segundo Majumdar, é o comprometimento exemplar dos alemães com a sustentabilidade. Ele destaca que a ideia alemã de sustentabilidade é integral, pois observa tanto os aspectos sociais como os econômicos.

A aura internacional do Langer Eugen

Comissões com representantes dos países-membros decidem onde as unidades das Nações Unidas ficarão localizadas. Desde a década de 1990, o governo alemão tem investido na candidatura de Bonn para ser sede de agências da ONU. Isso tem a ver com o chamado Ato Berlim-Bonn, a lei que regulamentou a transferência da capital alemã.

Em 1991, após a Reunificação, a sede do governo foi transferida de Bonn para Berlim, incluindo o Parlamento e vários ministérios. Em compensação, a antiga capital passou a ser sede de agências de ajuda ao desenvolvimento e de instituições internacionais ou supranacionais. Para isso, recebeu milhões de euros em ajuda estatal.

Boa parte das agências das Nações Unidas foram instaladas em antigos prédios do governo alemão. O melhor exemplo é o chamado Langer Eugen (Eugen comprido), o alto edifício onde os parlamentares trabalhavam. O nome do prédio é uma alusão irônica ao ex-parlamentar Eugen Gerstenmaier, um baixinho, que foi presidente do Bundestag na época da construção e era um grande apoiador da obra.

Vantagens

Bonn - Der Posttower (vorne), der Lange Eugen (hinten), die Deutsche Welle (M)

Vista do edifício da ONU às margens do rio Reno

O chefe do escritório de sustentabilidade global de Bonn, Stefan Wagner, destaca a importância da presença de funcionários da ONU na cidade. "São quase mil pessoas que vivem aqui, fazem compras e enriquecem a imagem internacional de Bonn", diz.

Na opinião dele, o foco temático das agências da ONU influencia até a administração de Bonn. "Provavelmente não existe outra cidade alemã que tenha um departamento de sustentabilidade global na prefeitura", observa Wagner. Ele também destaca uma série de projetos de proteção climática que Bonn desenvolve com cidades parceiras.

Mas possuir o status de "cidade da ONU" teve seu preço. Como condição para se instalar em Bonn, as Nações Unidas exigiram a infraestrutura necessária, o que incluia a construção de um centro de convenções. A obra acabou causando prejuízos milionários para a cidade, que confiou num investidor privado, e ainda rendeu piadas em toda a Alemanha. Bonn, dizia-se, era pequena demais para ser um centro internacional.

Majumdar enfatiza as vantagens de ter adotado essa cidade pequena como seu lar. "A vista para o Reno é muito bonita, há muito verde. A cidade tem espaços amigáveis e familiares: escolas internacionais, museus, ópera. É possível alcançar todos esses locais em curtas distâncias a pé, de bicicleta ou de transporte público", argumenta.

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