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Mundo

Bombas no paraíso de Bali

Uma das ilhas mais bonitas da Indonésia foi o palco de um brutal atentado terrorista, com quase 200 mortos, a maioria turistas. A suspeita recai sobre terroristas muçulmanos, ligados a Osama bin Laden.

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Policiais inspecionam as ruínas de uma discoteca em Bali

O pior atentado a bomba da história da Indonésia custou a vida de pelo menos 182 pessoas, na ilha de Bali, deixando ainda um saldo de 332 feridos, informou a presidente Megawati Sukarnoputri. Entre os mortos encontram-se vários turistas, a maioria da Austrália e de países europeus. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, em Berlim, há pelo menos 8 alemães entre os feridos, dois dos quais já receberam alta do hospital. Ainda há várias pessoas desaparecidas, ou cujo paradeiro é desconhecido, inclusive duas alemãs.

Pouco depois das 23 horas de sábado, verificou-se uma violenta explosão diante de duas discotecas em Kuta, o movimentado centro turístico da ilha indonésia. Pelo menos uma das bombas foi colocada num automóvel. Em nome do governo alemão, o ministro do Exterior, Joschka Fischer, expressou os pêsames aos familiares das vítimas, mostrando-se chocado com o atentado, assim como os representantes de outros países.

Radicais indonésios em conexão com a Al Qaeda?

O governo australiano foi o primeiro a considerar a explosão um atentado terrorista voltado contra turistas ocidentais. Os mentores do banho de sangue na Indonésia certamente teriam contato com a rede da Al Qaeda, a organização terrorista de Osama bin Laden, o responsável pelos atentados de 11 de setembro nos EUA, disse o ministro do Exterior australiano, Alexander Downer. A organização islâmica radical Jemaah Islamiah, atuante na Indonésia, poderia ser responsável pela matança, segundo ele.

Quase ao mesmo tempo do atentado em Kuta Beach, detonou uma segunda bomba perto do consulado dos EUA em Denpasar, a capital de Bali, sem provocar mortes. Pouco antes houvera uma explosão diante do consulado das Filipinas em Manado, que causou poucos danos.

Gringo go home

Nos últimos meses houve várias manifestações de protesto contra os Estados Unidos e o Ocidente em Jacarta, por causa da operação militar contra o Afeganistão, que começou há exatamente um ano, a 8 de outubro de 2001. A Indonésia é o país com a maior população islâmica do mundo. Mas ali se pratica uma forma moderada de islamismo. Isso, no entanto, não impediu que, nos últimos meses, membros de grupos radicais islâmicos percorressem bares e discotecas, espancando visitantes e destruindo o mobiliário dos locais, em sua campanha contra a "decadência ocidental".

Em setembro, a embaixada norte-americana em Jacarta chegou a fechar as portas por uma semana, temendo ser alvo de algum atentado. Se, no entanto, os radicais indonésios não atacaram na semana de 11 de setembro, podem haver deixado para fazê-lo ao completar-se um ano dos primeiros bombardeios contra o Afeganistão.

Na semana passada, os Estados Unidos advertiram contra novos ataques terroristas, expondo a possibilidade de terroristas se encontrarem na Indonésia, devido à forte concentração de muçulmanos no país. Possivelmente eles estariam em contato com a Al Qaeda.

Indonésia subestimou a ameaça terrorista

O governo indonésio, por sua vez, sempre afirmou não possuir nenhum indício de atividades terroristas no país. Grupos como o Jemaah Islamiah e Laskar Dschihad, que costumam enviar seus militantes contra a população católica nas Ilhas Molucas - onde já ocorreram massacres de uma brutalidade sem precedentes -, não são considerados perigosos pelo governo, pelo menos no que se refere aos estrangeiros.

Desde 11 de setembro do ano passado, contudo, os Estados Unidos têm todo o sudeste asiático em sua mira, por saber que a luta contra o terrorismo será travada em escala global. Washington enviou tropas às Filipinas para ajudar o exército local na luta contra o grupo guerrilheiro muçulmano Abu Sayyaf, que se destacou por raptar turistas. Esta "colaboração " das Filipinas com Washington justificaria o atentado de sábado (12/10) contra o consulado filipino.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos querem reatar a cooperação militar com a Indonésia no terreno da luta antiterror, para o que o país que é formado por inúmeros arquipélagos receberá 50 milhões de dólares, conforme anunciou o secretário de Estado Colin Powell, ao visitar Jacarta há dois meses. "Vamos tentar ajudar a presidente Megawati e as Forças Armadas a enfrentarem essa ameaça", disse então Powell. Ao que tudo indica, a ajuda chegou tarde demais.

Governo adverte turistas alemães

Diante do atentado, o ministério alemão das Relações Exteriores recomenda que os turistas evitem Bali e a Indonésia em geral pelo alto risco de segurança. Não é de se excluir novos atentados, diz uma nota emitida em Berlim. Principalmente não se deve fazer nenhuma viagem desnecessária nem freqüentar bares, discotecas e lugares de grande concentração. A promotora de viagens TUI suspendeu os vôos de domingo (13/10) e segunda-feira (14/10) da Alemanha para Bali.