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Economia

Bombardier quer 1 bilhão de euros da DaimlerChrysler

A DaimlerChrysler vendeu sua subsidiária Adtranz à Bombardier, no ano passado. Uma passagem no contrato de venda está causando problemas entre os dois grupos e a Bombardier agora ameaça ir aos tribunais.

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Escritório da ADtranz, em Hennigsdorf, ao norte de Berlim

A empresa canadense Bombardier, fabricante de aviões, trens e equipamentos ferroviários exigiu uma indenização de um bilhão de euros da DaimlerChrysler. A disputa está relacionada ao valor da Adtranz, empresa que a Bombardier comprou do grupo DaimlerChrysler em 2001.

A montadora teuto-americana rechaçou a exigência, que considerou "sem qualquer cabimento", em um comunicado. As discrepâncias em torno da contabilidade deverão ser esclarecidas, segundo a DaimlerChrysler, por um tribunal de arbitragem. O grupo alemão vai se defender da reivindicação despropositada por todos os meios disponíveis, ressaltou o diretor Manfred Bischoff, nesta quinta-feira, em Stuttgart.

A Bombardier, cujos aviões concorrem no mercado internacional contra os jatinhos da Embraer, questiona o valor dos bens da Adtranz, uma empresa de equipamento ferroviário, que comprou por 725 milhões de dólares. No contrato de venda, o grupo canadenses havia combinado com a DaimlerChrysler uma eventual alteração do preço, sob certas condições. Mas segundo a montadora, a Bombardier não teria apresentado nenhum comprovante dessas condições especiais.

Contra a DaimlerChrysler está pendente um processo de indenização movido pelo ex-grande acionista da Chrysler, Kirk Kerkorian. Ele acusa a Daimler-Benz e seu presidente, Jürgen Schrempp, de "enganarem" os acionistas. A fusão com a Chrysler não seria uma união em condições de igualdade ( merger of equals), como afirmou a montadora alemã, antes da transação.