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Mundo

Bombardeios na Síria atingem 12 hospitais, diz MSF

Organização humanitária afirma que ataques aéreos mataram 35 pessoas e levaram ao fechamento de seis centros médicos. Em cinco anos de guerra civil, cerca de 700 profissionais da saúde foram mortos no país.

Recentes ataques aéreos na Síria tiveram como alvo 12 hospitais e, assim, violaram o direito internacional, afirmou a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) nesta quinta-feira (29/10). Os bombardeios mataram ao menos 35 pessoas, entre pacientes e trabalhadores das unidades médicas, e feriram outras 72 pessoas.

Segundo a MSF, "uma escalada de ataques" em Idlib, Hama e Aleppo em outubro forçou o fechamento de seis dos 12 centros médicos – dos quais seis são gerenciados pela organização. Além disso, quatro ambulâncias foram destruídas.

A Médicos Sem Fronteiras não identificou quem é responsável pelo "aumento significativo" de ataques aéreos. Na mesma região, a Rússia vem realizando uma campanha aérea em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, desde o fim de setembro. O governo em Moscou tem sido acusado por outras instituições médicas de caridade e organizações de direitos humanos de matar civis e de bombardear hospitais.

Durante os cinco anos de guerra civil na Síria, aproximadamente 700 profissionais da saúde foram mortos e 313 ataques foram realizados a centros médicos no país, de acordo com dados da organização Médicos pelos Direitos Humanos (Physicians for Human Rights, em inglês). Mais de 90% desses ataques foram cometidos por forças do governo sírio.

"Depois de mais de quatro anos de guerra, continuo espantado com a forma como o direito humanitário internacional pode ser desrespeitado tão facilmente por todas as partes envolvidas nesse conflito", disse o chefe da MSF na Síria, Sylvain Groulx. "É o caso de questionar se esse conceito está morto."

A MSF afirmou que os recentes ataques aéreos e combates também deslocaram dezenas de milhares de pessoas. E, com o inverno se aproximando, dificultam ainda mais o "já difícil acesso aos cuidados de saúde para essas populações deslocadas".

Os bombardeios a hospitais na Síria vêm à tona pouco menos de um mês depois de um

ataque aéreo dos EUA em Kunduz, no Afeganistão

, ter atingido um hospital da MSF, matando mais de 20 pessoas. A MSF também acusou a Arábia Saudita de ter

bombardeado hospitais no Iêmen

.

PV/dpa/ots/ap

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