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Mundo

Bombardeios israelenses deixam mais de 120 mortos na Faixa de Gaza

Hamas responde com foguetes, mas ainda não há vítimas do lado de Israel. Ambas as partes rejeitam cessar-fogo, enquanto aumenta número de mortos, sobretudo do lado palestino. Kuwait convoca reunião da Liga Árabe.

Após o quinto dia dos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, não se vislumbra um fim para o derramamento de sangue na região. De acordo com informações de equipes de resgate palestinas, até agora, 121 pessoas morreram e 900 ficaram feridas, inclusive muitos civis.

Na manhã deste sábado (12/07), ao menos 16 palestinos foram mortos em ataques na Faixa de Gaza. Segundo dados palestinos, os bombardeios da Força Aérea israelense atingiram, entre outros, a sede de uma organização humanitária para pessoas com deficiência, provocando duas mortes, como também uma mesquita.

Segundo relatos da mídia, o ministro da Defesa israelense, Moshe Yalon, declarou que seu país está pronto para dar prosseguimento a "longos dias de luta".

Devido ao constante lançamento de foguetes desde a Faixa de Gaza, diversos israelenses ficaram feridos nesta sexta-feira, mas ninguém morreu. Pela primeira vez, desde o início dos conflitos, um foguete lançado a partir do Líbano atingiu o norte de Israel, todavia sem provocar danos.

Israel Palästina Konflikt Unruhen

Segundo ministro, Israel deve prosseguir com bombardeios na Faixa de Gaza

Rejeições a cessar-fogo

Desde a madrugada da última terça-feira, Israel vem bombardeando posições do grupo radical islâmico Hamas e de suas milícias na Faixa de Gaza. O estopim da recente escalada da violência foi o sequestro e morte de três adolescentes israelenses como vingança pela morte de um jovem palestino.

Os EUA apelaram a ambas partes para dar um fim às ações de luta. "Quanto mais rápido chegarmos a um cessar-fogo, melhor será para ambos os lados", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, nesta sexta-feira em Washington.

Na sexta-feira, no entanto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou os apelos dos EUA, União Europeia, Organização das Nações Unidas (ONU) e Liga Árabe com vista a um cessar-fogo. "Nenhuma pressão internacional vai impedir Israel de combater os terroristas", disse Netanyahu a jornalistas. Atualmente, o Exército israelense mobilizou 33 mil reservistas para uma possível ofensiva terrestre.

O Hamas também rejeitou categoricamente, até agora, negociações sobre um possível cessar-fogo. Desde terça-feira, o grupo e outras organizações lançaram mais de 525 morteiros e foguetes em alvos israelenses. De acordo com uma porta-voz militar, desse total, a Força Aérea israelense conseguiu interceptar por volta de 140.

Liga Árabe e Tony Blair

Após reuniões sem resultados do Conselho de Segurança da ONU, o Kuwait, que exerce a presidência rotativa da Liga Árabe, solicitou na sexta-feira a convocação urgente dos ministros do Exterior da organização para discutir "o agravamento da situação" na Faixa de Gaza, disse o representante kuaitiano na Liga Árabe, Aziz Rahim Al-Daihani.

A reunião dos ministros árabes deverá ocorrer na próxima segunda-feira, afirmou um dirigente da organização à agência de notícias AFP. Enquanto isso, o enviado especial do chamado Quarteto do Oriente Médio, Tony Blair, viajou ao Egito para conversas políticas.

De acordo com fontes da área de segurança, o ex-premiê britânico chegou ao Cairo neste sábado. Segundo o portal de notícias Al Ahram, Blair deverá se encontrar na capital egípcia com diversos representantes governamentais para discutir a situação na Faixa de Gaza.

O Quarteto para o Oriente Médio é composto pelos EUA, União Europeia, ONU e Rússia. Desde 2002, o Quarteto se esforça em encontrar uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos.

CA/dpa/lusa/afp

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