Bolsas europeias registram piores baixas dos últimos dois anos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.08.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Bolsas europeias registram piores baixas dos últimos dois anos

Bolsas fecham em baixa, mas BCE ajuda a evitar caos financeiro na zona do euro. Obama afirma que problemas dos EUA são "solúveis" e que Washington não precisa receber ordens do mercado sobre forma de governar.

default

Bolsa de Frankfurt: em queda

O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou em dicurso nesta segunda-feira (08/08), após rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela agência de rating Standard & Poor's, que os EUA "permanecerão um país AAA" e que o governo norte-americano não precisa de uma agência de rating para dar conselhos a respeito do funcionamento do sistema político do país. "Os mercados sobem e descem, mas aqui estão os Estados Unidos da América. Não importa o que diga uma agência, sempre fomos e continuaremos a ser um país AAA", declarou o presidente.

Obama USA Rede Schuldenkrise Zahlungsunfähigkeit Lösung

Obama defende credibilidade dos EUA no mundo

Obama defendeu perante o Congresso norte-americano a criação de mais empregos no país e afirmou que os mercados financeiros em todo o mundo continuam tendo confiança na credibilidade dos EUA. Em seu discurso, o presidente insistiu mais uma vez no aumento da carga tributária dos ricos no país.

Quedas generalizadas

O rebaixamento da nota de crétido dos EUA e as preocupações com relação às dívidas públicas desencadearam quedas generalizadas no mercado financeiro nesta segunda-feira (08/08). O DAX, índice alemão de ações e mais importante indicador no país, caiu 5%. A bolsa de Paris fechou em queda de 4,7%. Esse foi o pior nível registrado pelo mercado europeu nos últimos dois anos.

O efeito do anúncio do Banco Central Europeu (BCE), de que compraria títulos públicos da Itália e Espanha, a fim de ajudar a combater a crise nesses dois países, não foi suficiente para conter as perdas. "Investidores estão preocupados com o risco de uma recessão global, com a ameaça de uma grande quebra dos bancos e com a perda contínua de confiança na capacidade dos políticos europeus de resolver adequadamente o déficit na zona do euro", comentou o economista Neil MacKinnon, da VTB Capital.

Por outro lado, o anúncio do BCE surtiu efeitos no mercado ao viabilizar o refinanciamento de títulos italianos e espanhóis. "As reações do mercado são um indício de que o BCE já está comprando títulos", afirmou Michael Schubert, economista do Commerzbank.

Situação na Europa

Na Grécia, país extremamente atingido pela crise, o ministro do Exterior, Stavros Lambrinidis, tentou transmitir calma: "As pessoas veem a reação dos mercados nas últimas semanas e ficam preocupadas, mas o G7 fez uma declaração muito clara neste domingo, comprometendo-se a proteger a zona do euro e o mundo", declarou o ministro.

Börsen reagieren

Mercado reage e bolsas fecham em baixa

Depois do rebaixamento dos Estados Unidos na noite da última sexta-feira, especialistas acreditam que a França seja um dos países europeus mais vulneráveis ao mesmo procedimento. Segundo analistas, a reclassificação de risco da França pelas agências poderia ser motivada pela falha do governo em conseguir apoio parlamentar para impor um limite constitucional para dividas públicas futuras.

No caso do Reino Unido, país fora da zona do euro e por isso menos vulnerável, com sua moeda própria, o rebaixamento poderia vir em decorrência da fragilidade da economia. "Há muitos países na Europa que deveriam ser rebaixados, assim como aconteceu com os Estados Unidos", aponta o investidor norte-americano Jim Rogers, cofundador da Quantum Fund.

Mais discussão

Na Alemanha, líderes políticos intercederam perante o governo federal em prol de uma reunião extraordinária para discutir a crise do euro. Frank Schäffler, especialista em finanças do FDP (Partido Liberal Democrático), demonstrou preocupação sobre a aquisição de títulos do governo italiano e espanhol pelo Banco Central Europeu. Para o político, o Parlamento alemão precisa abordar a questão durante o recesso parlamentar, que se estende até 4 de setembro.

"Acredito que a crise vá piorar, já que até setembro não temos tempo para discutir o assunto", afirmou ele. O vice-porta-voz do governo alemão, Christoph Steegmans, declarou que a convocação de uma reunião extraordinária é um tema a ser debatido pelo Parlamento e que, por isso, não seria comentado pelo executivo.

NP/rts/afp/dpa/lusa
Revisão: Soraia Vilela

Leia mais