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Economia

Bolsas de valores em ritmo de fusão

A possível fusão da Bolsa de Valores de Nova York com a operadora do mercado europeu Euronext pode dar origem à primeira plataforma transatlântica de comércio e isolar a Bolsa de Frankfurt.

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Quem casa com quem?

Os acionistas da operadora de comércio europeu Euronext, composta pelas Bolsas de Amsterdã, Bruxelas, Lisboa e Paris, recusaram, em reunião realizada nesta terça-feira (23/05), uma proposta que daria o privilégio à Bolsa de Frankfurt em uma disputa com a Bolsa de Nova York pela fusão com a Euronext.

Na segunda-feira (22/05), a bolsa de valores norte-americana oferecera cerca de dez bilhões de dólares para unir-se à plataforma européia. Uma proposta que foi considerada mais atraente do que aquela feita anteriormente pela Deutsche Börse, de Frankfurt, também desejosa de unir-se com a Euronext.

A recusa de privilégio à bolsa alemã, decidida pelos acionistas da Euronext, fortalece a posição da diretoria da aliança composta pelas quatro bolsas de valores, apesar de a oferta da Bolsa de Frankfurt superar em mais de cinco euros a da norte-americana.

A Bolsa de Nova York havia oferecido 71 euros em dinheiro e ações por cada papel ordinário aos acionistas da Euronext, a de Frankfurt ampliou esta oferta para 76,60 euros.

Bolsa de quatro países

Euronext Logo Börse in Frankreich Paris

Euronext já é a maior plataforma de transações na Europa

A Euronext é atualmente a maior plataforma internacional de transações comerciais na Europa. A ela pertencem, além das Bolsas de Amsterdã, Bruxelas, Lisboa e Paris, o mercado de futuros e opções de Londres.

Uma fusão com a Bolsa de Nova York representaria o nascimento de uma plataforma transatlântica que seria três vezes maior do que qualquer outro mercado de transações, formada por 3800 empresas com um valor de mercado de cerca 19 trilhões de euros.

Com a fusão, os norte-americanos esperam uma sinergia de receitas e custos na ordem de 293 milhões de euros, um efeito considerado secundário pelo especialista Dieter Kuckelkorn, do Börsenzeitung, dada as diferenças legais existentes entre os dois mercados. O especialista considera mais importantes as vantagens estratégicas conseguidas pela Bolsa de Nova York com a nova aliança.

Solidão alemã?

Uma fusão de Nova York com a Euronext afetaria a Bolsa de Frankfurt, também ameaçada pela intenção da bolsa de tecnologia Nasdaq norte-americana em fundir-se com a Bolsa de Londres.

"Se a Euronext se unir com a Bolsa de Nova York, a Alemanha estará isolada", afirma Wolfgang Gerke, professor de Economia da Universidade Erlangen-Nurembergue. Para Gerke, a Alemanha fixou-se durante muito tempo na Bolsa de Londres e já deveria, há muito, haver iniciado conversações com a Bolsa de Nova York.

Os investidores no mercado financeiro também concordam com o professor, e os papéis da bolsa alemã desvalorizaram-se em 5% após a notícia da possível fusão, na segunda-feira (22/05), recuperando-se levemente ao longo do pregão de terça-feira.

Luz no fim do túnel

Börsen-Symbol Bulle

O touro, símbolo da Bolsa de Frankfurt, ainda é bravo

Christopher Hohn, chefe de investimentos do TCI, fundo de hedge britânico que domina cerca de 10% do Euronext, considera, entretanto, a oferta alemã feita à plataforma composta pelas quatro bolsas bem mais interessante do que a norte-americana.

Além de possuir a melhor oferta, a fusão da Deutsche Börse com a Euronext levaria a um maior lucro por ação, afirma Hohn.

Foi a TCI que liderou a revolta dos investidores que impediu a anexação, no ano passado, da Bolsa de Londres pela Bolsa de Frankfurt.

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