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Cultura

Bolo gigante festeja São Nicolau em Dresden

Na cidade do Leste alemão já virou tradição: assar um enorme bolo (Stollen), cuja massa pesa quatro toneladas, para festejar o dia de São Nicolau.

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Padeiro com o Stollen, uma especialidade de Natal de Dresden

Capital da Saxônia, Dresden se prepara a todo vapor para o Natal. No dia 6 de dezembro, quando se festeja o popular São Nicolau com doces, cholocates e bolos na Alemanha, um bolo gigante será transportado por suas ruas. As dimensões do Stollen, esse o nome do tradicional confeito, são dignas do livro Guinness, embora a cidade já tenha visto maiores ainda: 4,3 m de cumprimento, 1,75 m de largura e 85 cm de altura. Isso na intenção de contagiar todo mundo com o espírito natalino.

Os Stollen são fabricados há alguns séculos na época de Natal em todo o país, mas faz somente seis anos que Dresden redescobriu a tradição do bolo gigante, hoje transportado em procissão pelo centro histórico da cidade, até a praça Altmarkt, onde é cortado e vendido. O dinheiro arrecadado é empregado em atividades que beneficiem a própria comunidade.

A história do big bolo

A festa do Stollen remonta a 1730, quando o príncipe eleitor Augusto, o Forte, da Saxônia, montou um acampamento militar de mil hectares nos arredores de Dresden, para que seus soldados e generais demonstrassem suas habilidades no combate. No encerramento dos exercícios militares, que se repetiram vários anos, um festival barroco alegrava os participantes e convidados de toda a Europa.

Faisões, javalis, cervos e as mais finas iguarias eram servidas, entre apresentações de teatro, dança e ópera. No auge do festival, o mestre confeiteiro Zacharias e 60 ajudantes preparavam um impressionante Stollen de 1,8 tonelada, com 7 m de comprimento, 8 m de largura e 30 cm de altura. Ele era assado num forno especial, que precisava ser arrastado até o local por oito cavalos.

Das Reiterstandbild Der Goldene Reiter in Dresden wird nach zweijähriger Restaurierung wieder aufgestellt

Este "cavaleiro dourado" é o símbolo de Dresden. O monumento representa Augusto, o Forte, príncipe eleitor da Saxônia e Rei da Polônia.

Ao deparar-se com gravuras e dados do festival de 1730, o promotor cultural Peter Mutscheller teve a idéia de fazer uma nova festa do Stollen, assinando para isso um acordo com a Associação de Padeiros e Confeiteiros da cidade, em 1993. Este ano, está prevista uma massa de 4 toneladas que ficará aquém do recorde de 4,2 toneladas de 2001.

Igreja proibiu manteiga nos primeiros Stollen

Para quem nunca viu ou provou um Stollen, aqui vai uma descrição aproximada: no formato, ele mais parece um rocambole do que um bolo. Sua massa é fermentada e contém manteiga. Mas o que dá um toque especial são as frutas secas ou cristalizadas e o marzipã ou massapão. Alguns contêm também nozes, avelãs e amêndoas.

Consta que o primeiro Stollen teria sido preparado e servido na corte da Saxônia por volta de 1400. Mas nessa época, a massa era muito diferente e continha somente farinha de trigo, aveia e água. Quem entende de culinária sabe, pela lista de ingredientes, que não podia passar de um pão seco e duro, pois nem leite levava. Acontece que na época medieval, os dogmas da Igreja Católica não permitiam o uso de manteiga antes do Natal.

Isso vigorou até o ano de 1647, e o uso da manteiga só foi permitido após a intervenção do conde Ernesto da Saxônia e de seu irmão Albrecht junto ao papa. E, assim mesmo, em troca de donativos para a construção da Catedral de Freiberg, também na Saxônia. Dali em diante muita coisa mudou na fabricação e no sabor do Stollen, culminando no século passado com a junção de frutas e nozes.

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