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Mundo

Boko Haram sequestra ao menos 185 mulheres e crianças na Nigéria

O Estado nigeriano está cada vez mais impotente contra os terroristas do Boko Haram. Presumivelmente, o grupo terrorista islâmico matou mais uma vez dezenas de pessoas e sequestrou ao menos 185 mulheres e crianças.

A barbárie aconteceu já no último domingo, mas só foi divulgada quatro dias depois: a milícia terrorista islâmica Boko Haram atacou o distante vilarejo de Gumsuri, no nordeste nigeriano, matando ao menos 35 pessoas e sequestrando mais de 185 mulheres e crianças.

No entanto, a população de Gumsuri ainda está tentando determinar o número de sequestrados durante o ataque, podendo essa cifra ser ainda maior.

"Depois de matarem os nossos jovens, os rebeldes levaram as nossas mulheres e filhas", afirmou um residente de Gumsuri, que fugiu para a capital do estado nigeriano de Borno, Maiduguri.

Os detalhes do ataque só foram conhecidos nesta quinta-feira (18/12), porque a rede de telefonia móvel ficou fora do ar numa área de aproximadamente 70 quilômetros ao sul de Maiduguri e muitas estradas ficaram intransitáveis.

Assistir ao vídeo 02:40

Ex-terrorista explica como funcionam milícias

Gumsuri fica a apenas 20 quilômetros de Chibok, cidade de onde os milicianos do Boko Haram sequestraram, em abril último, mais de 200 meninas de uma escola secundária.

Exército como alvo

O grupo também tem atacado as forças de resistência que se formaram ao longo do nordeste da Nigéria, descrevendo-as como alvos por estarem do lado do Exército.

Nesta quinta-feira, a mídia nigeriana anunciou que um tribunal militar condenou à morte 54 soldados por covardia e motim. Em agosto passado, os soldados teriam se recusado a lutar contra os islamistas na reconquista de uma localidade.

A República dos Camarões, país vizinho da Nigéria, informou ainda que 116 combatentes do Boko Haram teriam sido mortos durante uma contraofensiva do governo a um ataque do grupo terrorista no norte do país.

O Boko Haram luta desde 2009 para instaurar um estado teocrático islâmico principalmente no nordeste da Nigéria, majoritariamente muçulmano, ao contrário do sul, de maioria cristã.

CA/dpa/lusa/rtr/afp

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