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Mundo

Boko Haram diz que trocará meninas sequestradas por militantes presos

Em vídeo, grupo afirma que as mais de 200 estudantes capturadas há cerca de um mês se converteram ao Islã. Comunidade internacional intensifica esforços para libertar jovens.

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Vídeo divulgado pelo grupo Boko Haram mostra um grupo de meninas

A milícia radical islâmica Boko Haram afirmou nesta segunda-feira (12/05) que as mais de 200 meninas sequestradas na Nigéria só serão soltas depois que todos os militantes presos forem libertados. A declaração foi feita enquanto a comunidade internacional intensifica seus esforços de ajuda para tentar resolver a crise no país africano.

Em um vídeo de 27 minutos divulgado pelo grupo e obtido pela agência de notícias AFP, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, diz que todas as jovens – retiradas à força de uma escola em Chibok, no estado nigeriano de Borno – se converteram ao Islã.

"Essas garotas com quem vocês estão se preocupando... Nós as libertamos (…) Essas garotas se tornaram muçulmanas", diz Shekau. "Nós nunca as libertaremos até que vocês libertem nossos irmãos."

As imagens do vídeo mostram cerca de 130 meninas trajando hijabs pretos e cinzas e rezando numa área rural não identificada. Sentadas, elas recitam partes do Alcorão e parecem manter a calma diante de seus captores.

Três jovens são entrevistadas e duas delas dizem que eram cristãs, mas que agora se converteram. Uma delas diz que as meninas não foram machucadas pelos integrantes da milícia.

No dia 14 de abril, um grupo armado invadiu a Escola Secundária para Meninas do governo de Chibok e obrigou 276 alunas a entrarem em caminhões, que teriam seguido para uma área remota perto da fronteira com Camarões.

Desde então, pelo menos 53 meninas conseguiram escapar do cativeiro, mas 223 ainda permanecem sob poder dos sequestradores. Na semana passada, a milícia divulgou outro vídeo, no qual Shekau ameaça vender as jovens como escravas.

Em uma entrevista para a emissora CNN, uma menina que escapou do grupo durante o sequestro na escola disse que tem medo de dar detalhes sobre o que aconteceu. Ela disse que conseguiu escapar se escondendo em arbustos e que preferia morrer a ir com os sequestradores.

Esforço internacional

Criticado pela maneira com que vem lidando com o caso, o governo do presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, anunciou na noite de domingo que Israel ofereceu ajuda para lidar com a crise.

De acordo com Jonathan, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ofereceu, durante uma conversa por telefone, enviar para a Nigéria uma equipe de especialistas em combate ao terrorismo.

No mesmo dia, o presidente francês, François Hollande, disse que está organizando uma conferência em Paris no próximo sábado para discutir o caso das jovens sequestradas. "Eu sugeri, com o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, um encontro dos países vizinhos da Nigéria", afirmou Hollande no domingo.

Segundo ele, os líderes de pelo menos cinco países africanos – Nigéria, Chade, Camarões, Níger e Benin – participariam da reunião.

Os EUA, o Reino Unido e a China também manifestaram sua vontade em ajudar e já enviaram especialistas para auxiliar nos esforços de busca pelas garotas.

O presidente nigeriano disse acreditar que as jovens ainda estão no país. Especula-se, porém, que o grupo radical teria levado as garotas para além das fronteiras nigerianas, possivelmente para o Chade ou Camarões.

O Boko Haram trabalha em uma campanha insurgente contra o governo nigeriano há cerca de meia década. Apenas neste ano, mais de 1.500 pessoas foram mortas em ataques perpetrados pelo grupo.

RM/afp/rtr/dpa

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