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Mundo

Boca de urna aponta partidos pró-UE à frente na Holanda

Sondagem contraria pesquisas anteriores às eleições e indica revés para extrema direita de Geert Wilders, que seria a terceira força no país. Britânicos também vão às urnas, com atenções voltadas para nacionalistas.

A Holanda abriu nesta quinta-feira (22/05), ao lado do Reino Unido, as eleições para o Parlamento Europeu. E, contrariando as sondagens de opinião das últimas semanas, uma pesquisa de boca de urna indica que os holandeses optaram por partidos pró-Europa.

Segundo a pesquisa divulgada pela TV pública holandesa no fechamento das urnas, o Partido para a Liberdade (PVV), do eurocético e anti-imigrantes Geert Wilders, conseguiu 12,7% dos votos. E ficou atrás do Apelo Cristão-Democrático (15,4%) e do Democratas 66 (15,3%).

Se as previsões forem confirmadas no próximo domingo, quando serão divulgados os resultados, os eurocéticos holandeses, que atualmente possuem três cadeiras no Parlamento Europeu, não conseguiriam aumentar sua bancada, como previam as sondagens anteriores. Já as duas legendas pró-UE teriam quatro assentos cada.

Durante a campanha, quando as pesquisas indicavam sucesso maior de seu partido, Wilders prometeu que buscaria em Estrasburgo alianças com grupos de extrema direita de outros países, como a Frente Nacional francesa.

Eurocéticos no centro das atenções

Não são esperadas pesquisas de boca de urna no Reino Unido. Ao divulgar a sondagem, a TV pública holandesa contrariou uma recomendação da própria Comissão Europeia, que havia pedido que, até o fechamento das urnas em todos os 28 países do bloco, nenhuma estimativa fosse divulgada. O objetivo é que as pesquisas não influenciem a votação em outros Estados-membros.

Europawahl Niederlande Wilders 22.05.2014

Geert Wilders vota na cidade de Haia

A quinta-feira levou às urnas o país mais eurocético do bloco, o Reino Unido, e a Holanda, que cada vez mais vê vozes contrárias ao euro crescerem em seu território. Os demais Estados-membros vão votar ao longo dos próximos dias, até o domingo. Juntos, eles têm a tarefa de eleger os 751 deputados do Parlamento Europeu para os próximos cinco anos.

Enquanto na Holanda as atenções da campanha se voltaram para o sempre polêmico Geert Wilders, no Reino Unido o destaque foi em torno do nacionalista UK Independence Party (Ukip), que tem o carismático Nigel Farage como líder.

O político defende a retirada britânica da UE e já manifestou ser totalmente contrário à imigração, seja proveniente de países de dentro ou de fora do bloco europeu. Certa vez, chegou a ser tachado de racista depois de afirmar que não gostaria que uma família de romenos se mudasse para a casa ao lado da sua.

Expectativa de baixa participação

Os 751 eurodeputados a serem eleitos representarão cerca de 500 milhões de cidadãos da UE na próxima legislatura, mas muitas sondagens apontam para uma alta da taxa de abstenção, já habitualmente elevada nas eleições europeias. Em 2009, a participação foi de apenas 43%. Pesquisas indicam que os partidos eurocéticos podem conquistar até cem cadeiras no Parlamento.

Neste ano, as principais forças políticas apresentaram também candidatos ao cargo de presidente da Comissão Europeia, com base nas novas regras do Tratado de Lisboa, que entrou em vigor em dezembro de 2009. Porém, a "eleição" do futuro presidente do executivo não é um processo tão simples.

Apesar de o Tratado de Lisboa prever que a posição do Parlamento Europeu seja levada em conta, o Conselho Europeu – que reúne os chefes de Estado e de governo e a quem continua a pertencer o direito de nomear o presidente da Comissão Europeia – não é legalmente forçado a optar pelo candidato do partido político europeu que recolher mais votos.

Os dois principais candidatos a presidente da Comissão Europeia são o luxemburguês Jean-Claude Juncker, pelo Partido Popular Europeu, e o alemão Martin Schulz, pelos Socialistas Europeus.

RPR/dpa/rtr/ap

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