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Mundo

Boas perspectivas para esporte de competição

Esboço do orçamento federal para 2003 é bem recebido pelos cartolas, por não prever cortes nos subsídios para o esporte de competição — contrariando a tendência em muitos outros setores.

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Fomento aos esportistas de elite não vai sofrer cortes

A fatia reservada ao esporte no esboço do orçamento federal de 2003 é menor do que a de 2002, mas não prevê cortes nos subsídios destinados ao esporte de competição — uma boa perspectiva, considerando que os Jogos Olímpicos em Atenas em 2004 estão praticamente às portas e que a Alemanha é candidata a sediar a Olimpíada de 2012.

Em vez de 205,5 milhões de euros, como neste ano, o Ministério do Interior quer destinar ao esporte, em 2003, 137 milhões de euros, dos quais 71,5 milhões de euros para as chamadas medidas centrais de fomento aos esportistas de elite — a mesma quantia que em 2002. O apoio constante concedido ao esporte pelo ministério, de quem Otto Schily é o titular, mereceu um elogio expresso de Manfred von Richthofen, presidente da Confederação Alemã de Desportos (DSB).

Compreensão pelos cortes — Mesmo o fato de que o bolo em seu todo será menor no ano que vem foi recebido com compreensão pela diretoria da DSB. "De modo geral, não vamos ter grandes desvantagens. E isto não é tão natural nos dias de hoje", disse von Richthofen. O vice-presidente da entidade, Ulrich Feldhoff, concorda: "Os tempos andam difíceis, e nós não somos uma ilha de bem-aventurados".

Leste vai receber menos — Parte dos cortes resulta da redução já prevista de determinadas subvenções. À ampliação dos estádios de Berlim e Leipzig, por exemplo, serão destinados em 2003 apenas 23 milhões de euros, em vez dos 77 milhões deste ano. Os compromissos de cinco milhões de euros para a criação da Agência Nacional Antidoping (Nada) e de dois milhões para o fundo das vítimas do doping na antiga Alemanha Oriental foram pago de uma única vez, em 2002. Despesas, portanto, que não se repetem no ano que vem.

Num setor, porém, os cortes são sensíveis: a quantia destinada ao fomento da infra-estrutura no leste do país, que ainda não alcançou o nível da parte ocidental, vai ser reduzida à metade, de 14 para sete milhões de euros. O esporte de massas será, portanto, prejudicado, medida que gerou críticas do presidente da Federação Estadual de Desportos da Saxônia, Hermann Winkler. "Não se pode economizar no esporte, é preciso economizar por meio do esporte: o dinheiro que se aplica no esporte é poupado mais tarde no setor social", defende ele.

Peter Rauen, presidente da Comissão de Esportes do Parlamento, ainda tem esperança de que o orçamento possa ser melhorado: "No ano passado, a situação era semelhante e pôde ser corrigida. Espero que desta vez também dê certo".

Além disso, o Ministério da Defesa, ao qual estão subordinados 500 atletas de elite que são ao mesmo tempo soldados, pretende destinar quatro milhões de euros a mais ao fomento do esporte, ao todo quase 33 milhões de euros.

O esboço do orçamento federal ainda vai passar pelo crivo da Comissão de Esportes e da Comissão de Orçamento, antes de ser votado no Bundestag em janeiro.