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Economia

BMW, orgulho alemão

Montadora de Munique é a companhia européia de maior prestígio no mundo empresarial, segundo a revista "Fortune". Após livrar-se da Rover e investir nos EUA, BMW vive fase de expansão.

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As torres cilíndricas da sede da BMW são uma marca de Munique

A presença de empresas não americanas entre as 50 de maior prestígio no meio empresarial dobrou no ranking deste ano da revista Fortune. Na relação, 14 têm suas matrizes além das fronteiras da terra do Tio Sam. Dez delas são européias, encabeçadas pela Fábrica Bávara de Motores, a BMW. Desde 1997, a Fortune encomenda ao Hay Group a elaboração do ranking, através da consulta a 10 mil empresários, executivos e outras lideranças de 345 empresas em todo o mundo.

Na classificação geral, a BMW alcançou a 12ª colocação, a melhor de uma companhia européia, deixando para trás concorrentes de peso, como a finlandesa Nokia (18º lugar), a suíça Nestlé (19º), a francesa L'Oreal (23º), a holandesa Shell (33º) e a conterrânea Volkswagen (37º), além da Unilever, Michelin e HSBC. A montadora alemã não pode entretanto festejar o primeiro lugar da indústria automobilística. O topo do pódio coube à japonesa Toyota.

Xô Rover, viva Mini

O prestígio do grupo BMW no cenário empresarial mundial pode ser creditado a passos decisivos, que alavancaram sua expansão nos últimos anos. Um deles foi desfazer-se da Rover, a subsidiária britânica que corroía todo o lucro obtido pelo restante do conglomerado. Num ato de desprendimento, a BMW passou o pepino adiante pelo simbólico preço de um marco.

Mini mit Giraffen

O motor do Mini é produzido em Curitiba

Manteve porém suas atividades na Grã-Bretanha através da marca Mini, cujo veículo – famoso pelo seriado Mister Bean – ganhou nova cara, novo motor, e muitos novos consumidores. O motor, aliás, vem do Brasil, onde é fabricado através da joint-venture Tritec, de Curitiba.

Impulso americano

Outra cartada importante foi atravessar o Atlântico, não mais com veículos made in Germany, mas com investimentos diretos. Duas fábricas foram abertas na América do Norte. A do México produz diferentes modelos de carros de passeio da Série 3, enquanto a de Spartanburg, na Carolina do Sul (EUA), fabrica o esportivo Z4 e o jipe X5. Além de atender ao cobiçado mercado norte-americano, as linhas de montagem visam vendas em outros países, inclusive no Brasil.

Automesse in Frankreich

Fabricado nos EUA, o conversível Z4 é exportado também para o Brasil

Estar presente nos Estados Unidos também contorna as oscilações do câmbio, especialmente agora quando o euro vale mais que o dólar, de modo que as importações de produtos made in Germany encareceram para o mercado americano.

Em 2002, a BMW vendeu 250 mil veículos nos Estados Unidos, e a fatia de mercado ficou em 1,4%. Parece pouco, mas este 1,4% nos EUA equivaleu a 25% das vendas do grupo em todo o mundo. A matriz em Munique está decidida a elevar esta participação para um terço e já estuda a instalação de uma segunda fábrica em solo americano. Um projeto para daqui a três ou quatro anos.

Razões de sobra para o prestígio

A reorganização do grupo e a política de ampliar o leque de produtos – em breve, será lançada a Série 1, visando o mercado de compactos – recolocaram a BMW na trilha do sucesso, inabalável até mesmo nestes tempos de crise econômica. O último balanço, divulgado em setembro de 2002, apontava crescimento de lucro de 19%. Um desempenho merecedor do reconhecimento do empresariado mundial.

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