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Economia

BMW e Henkel anunciam cortes de 11 mil empregos

Após a Siemens, mais dois grandes conglomerados alemães anunciam para breve cortes substanciais de pessoal. Ambos têm apresentado lucros crescentes. Porém, ao que tudo indica, querem mais.

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Fábrica da BMW em Leipzig

Imediatamente após o comunicado da Siemens de que cortará 3.800 postos de trabalho, continua a série de demissões anunciadas nas grandes empresas alemãs. Tanto a fabricante de cosméticos e detergentes Henkel como a montadora BMW escolheram esta quarta-feira (27/02) para dar as más notícias.

Mais 150 milhões de euros a partir de 2011

Apesar de lucros recorde em 2007, a Henkel inicia um programa intensivo de cortes de postos de trabalho. Até 2011, ela pretende desfazer-se de cerca de 3 mil de seus 53 mil funcionários.

Deutschland Henkel will Stellen abbauen

Henkel em Düsseldorf

A empresa declarou em Düsseldorf esperar que os cortes de pessoal levem a maior eficiência, em face à concorrência cada vez mais dura e aos custos crescentes. Sua meta é economizar 150 milhões de euros por ano, a partir de 2011, divulgou a fabricante de produtos de beleza e de limpeza.

A Henkel negou-se tanto a dar detalhes sobre os cortes como a comentar os efeitos sobre suas instalações na Alemanha, que empregam cerca de 10 mil pessoas. Segundo seus próprios dados, o superávit da empresa elevou-se, em 2007, a 941 milhões de euros, ou seja, 8% a mais do que o ano anterior. O faturamento cresceu 2,6%, alcançando 13,1 bilhões de euros. Entre seus principais produtos estão o sabão em pó Persil e as colas Pritt e Pattex.

"Política míope"

Também movida pela caça a maiores margens de lucros, o conglomerado automobilístico BMW pretende eliminar pelo menos 8.100 postos de trabalho. Na Alemanha, a medida afeta 2.500 funcionários fixos e 5 mil terceirizados (destes, a metade já deixou a firma no trimestre passado), como informou o diretor de pessoal Ernst Baumann nesta quarta-feira, em Munique.

No exterior serão cortados 600 postos. Porém, caso o dólar continue fraco, poderão se seguir novas demissões. A BMW dispõe de quase 108 mil funcionários, 80 mil dos quais na Alemanha.

A empresa sediada na Baviera tem se superado repetidamente em termos de lucros, faturamento e vendas. Contudo também sofre com a queda do dólar e com os altos preços das matérias-primas. Sua cotação na bolsa de valores é bem inferior às das concorrentes Audi ou Mercedes.

O sindicato dos metalúrgicos IG Metall acusou a diretoria da BMW de "ruptura com a cultura [empresarial alemã]" e "política míope de lucros".

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