1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Blogueiro é assassinado em Bangladesh

Niloy Neel é o quarto ativista crítico de extremismo religioso morto no país em seis meses. Organizações de direitos humanos pedem investigação sobre o crime e punição para os assassinos.

Homens armados com machetes mataram nesta sexta-feira (07/08) o blogueiro Niloy Neel, de 40 anos, em seu apartamento na capital de Bangladesh. Esse foi o quarto assassinado de ativistas online críticos do extremismo religioso em menos de seis meses no país.

Nos últimos anos, escritores seculares têm sido alvos de militantes de grupos islamistas que desejam transformar a maior nação muçulmana do sul da Ásia em um Estado baseado na charia. O governo vem tentando reprimir esses movimentos.

Niloy Neel era um dos defensores do secularismo e crítico do extremismo religioso. O blogueiro era um dos ativistas que pedia pena de morte para líderes islâmicos acusados de atrocidades durante a Guerra de Independência de Bangladesh, em 1971.

Organizações de direitos humanos condenaram o assassinado de Neel e pediram uma investigação sobre o crime.

"A violenta morte de outra voz crítica de Bangladesh revela que a séria ameaça à liberdade de expressão persiste no país", afirmou um comunicado assinado pelo relator especial da ONU sobre liberdade de expressão, David Kaye, e pelo relator especial de execuções extrajudiciais, Christof Heyns.

A Anistia Internacional pediu que o país envie uma mensagem forte de que assassinatos para silenciar vozes dissidentes são desprezíveis e não serão tolerados.

Em fevereiro, o ativista Avijit Roy, de nacionalidade americana e bengali, foi morto no país. Em março, Washiqur Rahman, que condenou o assassinato de Roy em redes sociais, foi morto de forma semelhante. Outro blogueiro secular, Ananta Bijoy Das foi morto a golpes de machete por um grupo de homens mascarados na cidade de Sylhet, no norte do país.

A organização Al Qaeda no Subcontinente Indiano (AQIS) reivindicou a responsabilidade pela morte de Roy e por uma série de ataques no país.

CN/rtr/dpa

Leia mais