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Ciência e Saúde

Blogando pela liberdade

Diariamente aumenta o número de iranianos que publicam um weblog, a fim de manifestar nele as suas idéias ou também considerações políticas. Tal evolução desagrada o governo.

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Os blogs iranianos lutam contra a repressão oficial


Os weblogs transformaram-se numa importante fonte de informação na internet. Esse papel é especialmente importante nos países em que a liberdade de imprensa e de informação é ameaçada pela censura e pela repressão. Isso foi reconhecido também pelo governo iraniano: após o fechamento da maioria dos jornais independentes (por exemplo, Jomhuriyat, Waghaye’ Ettefaghiyeh e Aftab), começou a perseguir agora também os autores de weblogs.

Nenhum weblog sem autorização

O porta-voz da Justiça, Karimi-Rad, declarou como justificativa para a prisão de blogueiros, o fato de possuírem "sites ilegais na internet". O governo iraniano espera de seus cidadãos, ao que parece, o requerimento de uma autorização estatal, antes de darem início a seus weblogs.

Os blogueiros iranianos criaram – como os blogueiros de todo o mundo – uma rede e uma subcultura. A fim de estabelecer contato com o mundo, uma parte deles escreve seu weblog parcial ou inteiramente em inglês. Também os comentários e comunicados não são escritos sempre em persa, mas também em inglês.


Grande comunidade de blogueiros no Irã


Os blogueiros iranianos acompanham com interesse as novidades do cenário internacional de weblogs, a fim de assimilar as novas possibilidades técnicas com as quais seus blogs podem ser aperfeiçoados. Para muitos iranianos, os weblogs são a única possibilidade de se informar sobre temas que estão atualmente no centro das discussões políticas mundiais – temas geralmente ignorados pelas mídias oficiais.

O número de blogueiros iranianos é considerável. Segundo estatística divulgada pela blogcensus.net, havia um total de 64 mil weblogs em língua persa, no ano de 2003. Com isso, o idioma persa estava em quarto lugar, depois do inglês, francês e português. Em face da rápida expansão da internet e dos weblogs no Irã, os especialistas calculam que a comunidade iraniana de blogueiros ativos tornou-se ainda maior.


Alvoroço com o concurso BOBs


Os blogueiros são geralmente gente jovem, que tem muito a dizer. E por isso esperam ser ouvidos dentro da subcultura da qual fazem parte. Assim, foi grande o alvoroço, quando se tornou conhecido que DW-WORLD, o portal de internet da Deutsche Welle, lançou um concurso internacional de weblogs, sem incluir o persa entre os idiomas concorrentes. A Deutsche Welle lançou o concurso em comemoração dos dez anos da sua presença online.

Até o dia 17/10/2004, os fãs de weblogs do mundo inteiro podem inscrever a candidatura dos seus blogs favoritos. Em onze categorias será concedido um total de 22 prêmios – por categoria, um prêmio do júri e um prêmio dos usuários. No dia 6/12/2004 serão anunciados os vencedores dos BOBs Awards. O concurso é realizado em sete línguas – alemão, árabe, chinês, espanhol, inglês, português e russo. Estas são as línguas principais do portal DW-WORLD.


Protesto organizado


A escolha das línguas concorrentes motivou Hossein Derakhshan, um pioneiro entre os autores iranianos de weblog, a chamar a atenção da blogoesfera iraniana para a questão, no seu blog editor myself. Ao mesmo tempo, ele conclamou ao protesto coletivo contra a omissão da língua persa, através de postagem de comentários no site do concurso, www.thebobs.de.

O sociólogo Derakhshan acredita que os weblogs persas mereceriam uma participação no concurso, em face do seu papel na vida política e social do Irã. "Ao lado do persa, existem outras línguas, francês e polonês, que também têm uma blogoesfera ativa, enquanto o árabe, por exemplo, não é ativo. Como se pode explicar isto?", pergunta Derakhshan.


Nada é definitivo


"Nós nos alegramos, naturalmente, com o grande interesse pelo nosso concurso", afirma Holger Hank, editor-chefe de DW-WORLD. "Pois sabemos que os weblogs são muito populares na internet persa. Mas no lançamento da primeira edição dos BOBs-Awards, tivemos de nos concentrar nas línguas principais de DW-WORLD. Somente assim pudemos garantir ao júri o necessário apoio redacional."

Hank assegura, contudo, que as prioridades estabelecidas na primeira edição do concurso não são definitivas: "DW-WORLD tem consciência do significado especial dos weblogs para os países com liberdade de imprensa cerceada e com censura rigorosa da mídia. Por isso, serão dadas novas cartas no próximo ano."

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