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Economia

"Bio in Rio"

Feira de Nurembergue prepara a Conferência Biofach, a ser realizada em setembro de 2003, no Rio. Conferência é parte de um amplo projeto de incentivo ao mercado de orgânicos no Brasil.

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Consumo anual de orgânicos movimenta US$ 10 bilhões na Alemanha

Em 40 workshops e dois dias de debate, a Conferência Internacional para Desenvolvimento do Mercado Orgânico no Brasil, planejada para 25 e 26 de setembro de 2003, no Rio de Janeiro, pretende discutir o potencial de crescimento e os obstáculos para a propagação dos orgânicos no Brasil. Estratégias de marketing, critérios de certificação e intercâmbio internacional de informações são alguns dos principais temas do evento.

"É evidentemente impossível atingir a opinião pública de um país deste tamanho," – diz Frank Venjakob, da Nürnberg Global Fairs, responsável pela organização do evento – "mas o projeto Biofach vai envolver multiplicadores, como nutricionistas ou médicos, além de tentar estabelecer contato com órgãos públicos e organizações não governamentais." O interesse da Feira de Nurembergue, que organiza na Alemanha uma das feiras mais bem sucedidas de produtos orgânicos, a Biofach, é integrar as iniciativas locais, a fim de preparar o terreno para uma maior propagação dos orgânicos no Brasil.

De grão em grão

Na divulgação da conferência, a Nürnberg Global Affairs constrói a imagem de um Brasil orgânico em expansão, com 800 mil hectares de plantio e um nítido crescimento na exportação de produtos como café, açúcar, cacau, soja, carne bovina, castanha de caju, frutas (uva, maçã, manga) e produtos à base de fruta. No entanto, o que conta dentro do projeto não são estas dimensões genéricas, mas sim os pequenos avanços locais.

Após a realização de 15 seminários, a Biofach começa a computar seus primeiros resultados concretos: a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), por exemplo, comprou a idéia de um seminário sobre produção orgânica de leite, para discutir soluções para problemas técnicos. A EMBRAPA é um dos órgãos públicos que cooperam com a Biofach, ao lado do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e da APEX (Agência de Promoção das Exportações), entre outras instituições. Avanços menos institucionais também contam: um dos seminários levou o dono do restaurante da Fábrica de Cabos Pirelli, de Santo André, a incluir produtos orgânicos em seu cardápio, por exemplo.

Lição de casa

O incentivo à exportação de orgânicos brasileiros não consta diretamente da lista de metas da Biofach. "Muitos produtores e processadores precisam acumular experiência no mercado nacional, antes de enfrentar a concorrência internacional" – justifica Venjakob – "Além disso, dificilmente se consegue exportar uma produção inteira, sendo – portanto – necessário canalizar os produtos no mercado interno."

Uma importante lacuna a ser preenchida com o desenvolvimento do mercado nacional é o abastecimento dos produtores com aditivos e outros componentes alimentares de qualidade orgânica. Este abastecimento depende sobretudo da dinamização do comércio latino-americano. "Por esta razão, com o objetivo de promover o intercâmbio de experiências para consolidação dos mercados nacionais, convidamos representantes de toda a região para a conferência" – anunciou Venjakob.