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Cinema

"Bingo" é escolhido para representar Brasil no Oscar

Longa de Daniel Rezende desbanca grande vencedor de Gramado e disputará vaga por uma indicação a melhor filme em língua estrangeira. Drama conta história de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo.

Film Bingo: O rei das manhãs (Divulgação)

Entre as estrelas do filme estão Leandra Leal e Vladimir Brichta, que interpreta Arlindo Barreto

O filme Bingo – O rei das manhãs, com direção de Daniel Rezende, foi escolhido o representante brasileiro na disputa por uma vaga entre os cinco indicados a melhor filme em língua estrangeira do Oscar 2018. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (15/09) pela Academia Brasileira de Cinema.

O longa é inspirado na vida de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo na televisão na década de 1980. O ator Vladimir Brichta vive o baiano, que, apesar da fama de seu personagem, não era reconhecido pelo público, levando-o à frustração e ao envolvimento com drogas.

Bingo, que estreou nos cinemas brasileiros em 24 de agosto, concorria com outros 22 longas nacionais, incluindo Elis, de Hugo Prata, sobre a cantora Elis Regina, Joaquim, de Marcelo Gomes, sobre Tiradentes, e O filme da minha vida, de Selton Mello, que também agradou críticos.

Como nossos pais, de Laís Bodanzky, que teve sua estreia internacional no Festival de Berlim em fevereiro e foi o grande vencedor do Festival de Cinema de Gramado, era um dos preferidos à indicação, segundo apostas de críticos, mas foi desbancado.

Jorge Peregrino, vice-presidente da Academia Brasileira de Cinema e chefe da comissão que escolheu o filme, afirmou que a lista de longas apresentados neste ano mostrou muita qualidade, mas Bingo superou expectativas.

O cineasta João Daniel Tikhomiroff, também membro da comissão, disse que foram levados em conta quesitos como universalidade, linguagem cinematográfica e compreensão internacional.

"Bingo preenche todos os quesitos. Além de ser extremamente bem estruturado, com roteiro, elenco e edição, é muito bem feito. Ele nos deixou bastante impactados, e esse é o primeiro critério que focamos", afirmou.

O anúncio nesta sexta-feira teve atraso de mais de uma hora. Segundo Tikhomiroff, isso aconteceu porque houve divergências entre membros da comissão. "Foi difícil escolher. Havia obras muito relevantes. Tínhamos pelo menos três ou quatro filmes que poderiam representar o Brasil."

A seleção final dos cinco concorrentes na categoria de melhor filme em língua estrangeira ainda será definida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Alguns países já enviaram suas indicações, como Alemanha, com In the fade, de Fatih Akin, e Suécia, com The Square, de Ruben Ostlund, que levou a Palma de Ouro em Cannes. Também está na disputa o vencedor do Urso de Ouro em Berlim, On body and soul, de Ildiko Enyedi, da Hungria.

O anúncio dos finalistas em todas as categorias está marcado para 23 de janeiro do próximo ano, enquanto a cerimônia de premiação ocorre em 4 de março, em Los Angeles. O Brasil não disputa a categoria de filme estrangeiro desde 1999, com Central do Brasil, de Walter Salles.

EK/abr/ots

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