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Mundo

Bin Laden queria mais ataques contra os EUA

Governo americano revela mais de 100 documentos encontrados no esconderijo onde líder da Al Qaeda foi morto. Eles mostram que prioridade de Bin Laden era "matar americanos".

Mesmo escondido em seu refúgio em Abbottabad, no Paquistão, o ex-líder da Al Qaeda Osama bin Laden continuou pedindo a seus seguidores que se mantivessem focados em ataques contra os Estados Unidos, segundo revelaram documentos divulgados nesta quarta-feira (20/05) pelo governo americano.

"A prioridade deve ser matar e combater os americanos e seus representantes", escreveu Bin Laden num dos documentos encontrados na residência de Abbottabad, onde o terrorista permaneceu escondido até ser atacado e morto pelas forças especiais americanas, em maio de 2011.

Para ele, combates contra regimes do Oriente Médio iriam desviar a Al Qaeda do foco principal de atacar os Estados Unidos. "Devemos parar as operações contra as Forças Armadas e a polícia em todas as regiões, especialmente no Iêmen", escreveu.

A revelação de mais de 100 documentos mostra uma grande divisão interna da rede terrorista com relação à estratégia que deveriam seguir. Logo após a morte de Bin Laden, a nova liderança tomou decisões contrárias às orientações do ex-chefe, motivando operações de menor escala ou ataques individuais. A rede terrorista é especialmente ativa no Iêmen, que vive uma escalada nos conflitos.

Entre os papéis encontrados no refúgio há ainda cartas para familiares, reflexões táticas, textos que revelam a ansiedade diante da espionagem ocidental e sua obsessão com a imagem pública da rede terrorista. Bin Laden conseguiu levar sua esposa favorita para o esconderijo, mas a alertou antes para deixar tudo para trás no Irã antes de seguir ao Paquistão.

"Como não dá para confiar nos iranianos, é possível que implantem um chip em alguns de seus pertences que você porventura traga", escreveu.

O presidente americano, Barack Obama, havia apelado para uma "maior transparência" em torno dos documentos confiscados no Paquistão, e o Congresso votou uma lei que obriga os serviços de informações a examinar quais os documentos que podem ser divulgados, segundo o porta-voz da Direção Nacional de Informações, Jeff Anchukaitis.

A revelação dos documentos ocorreu pouco após a publicação de um artigo do jornalista investigativo Seymour Hersh, questionando a versão oficial da morte de Bin Laden. No entanto, o porta-voz da CIA, Ryan Trapani, indicou que este processo tinha começado há alguns meses e não pode ser considerado uma resposta ao artigo.

MSB/afp/rtr/lusa

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