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Copa do Mundo

Big Brother com a seleção alemã

Com uma câmera na mão e muitas idéias na cabeça, um diretor de cinema acompanha 24 horas a seleção alemã de futebol. Seu objetivo é fazer um filme sobre a trajetória dos jogadores até o final da Copa do Mundo.

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Rapazes, vocês estão sendo filmados!

A presença de câmeras em lugares sagrados da seleção alemã, como o vestiário, o ônibus e o hotel, sempre foi um tabu. Até agora. Isto porque um homem que não tem nada a ver com futebol conseguiu se infiltrar de forma absolutamente legal neste restrito mundo.

Trata-se de um dos mais bem sucedidos diretores de cinema da atualidade, Sönke Wortmann. É dele o longa Milagre de Berna (Wunder von Bern), rodado há dois anos e que retrata o histórico jogo de 1954 que deu à Alemanha seu 1º título na Copa do Mundo.

Sönke Wortmann

Diretor Sönke Wortmann

Wortmann está concentrado em um novo projeto onde os craques são os atores principais. Sua intenção é fazer um filme sobre a trajetória da seleção desde a Copa das Confederações até o final do Mundial, em 2006. O diretor está gravando cenas reais do cotidiano dos atletas que serão posteriormente editadas para a montagem de um documentário, Milagre de Berlim.

Parte da equipe

Como as "estrelas" estão reagindo à presença de uma câmera em situações particulares? "Nossa vida é pública e temos que ter consciência disso", frisou o diretor técnico da seleção, Oliver Bierhoff, referindo-se ao projeto de Wortmann, adequado também ao conceito de marketing do técnico Jürgen Klinsmann.

A idéia do diretor não é nova. Um filme nestes moldes já foi rodado com a seleção francesa durante a Copa de 1998. Wortmann já acompanha o time há duas semanas. Ele ganhou até o uniforme oficial e se hospeda no mesmo hotel da delegação. "Tudo só fará sentido se eu estiver inserido no mundo deles. Meu desejo é que os jogadores até esqueçam que estou por perto", afirmou Wortmann.

Com uma câmera na mão

Na sua semana de estréia com o time, o diretor decidiu que não filmaria nada. Em Belfast, no amistoso contra a Irlanda do Norte, ele sentou pela primeira no banco de reservas da seleção alemã, ao lado dos jogadores e comissão técnica. Passados mais de quinze dias, ele já se considera parte integrante da delegação.

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Jogadores em campo

"No começo os jogadores estavam ansiosos. Alguns temiam que eu aparecesse com cinco câmeras", contou. Neste meio tempo, os craques já se acostumaram com a presença de Wortmann. Durante os treinos, ele fica bem perto filmando com uma mini-câmera.

Vitória para o final feliz

Esta é uma fase, digamos, experimental. A decisão sobre se projeto será ou não levado adiante, deve acontecer no terceiro ou quarto semestre deste ano. "Os jogadores terão a última palavra. Se eles disserem que não conseguem se concentrar para a Copa com a minha presença, eu vou embora".

Seu projeto realmente depende de muitos fatores para se tornar realidade. E talvez esteja aí o valor de seu trabalho. Afinal, Wortmann sabe que o êxito de seu filme depende também do sucesso da seleção em campo.

Se o time alemão for desclassificado na fase inicial da Copa, o filme perde o sentido "pois ninguém iria se interessar". Ser derrotado em uma semifinal poderia até valer a pena, especialmente se for nos pênaltis.

Mas para Wortmann, o máximo seria filmar a seleção se sagrar vitoriosa na Copa do Mundo, sob os aplausos da torcida no Estádio Olímpico de Berlim no dia 9 de julho de 2006. Aí seu filme teria um final feliz e faria jus ao título Milagre de Berlim.

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