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Mundo

Biden desiste de candidatura e abre caminho para Hillary Clinton

Vice-presidente dos EUA anuncia que não concorrerá à Casa Branca por "falta de tempo necessário para montar uma campanha vencedora". Ele defende realizações de Obama e pede cooperação entre democratas e republicanos.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (21/10) que não concorrerá à Casa Branca em 2016. Desta forma, ele deixa de ser um potencial obstáculo no caminho de Hillary Clinton, que lidera as pesquisas para ter a indicação do candidato presidencial do Partido Democrata.

"Acredito que estamos sem o tempo necessário para montar uma campanha vencedora para a indicação", disse Biden na Casa Branca, acompanhado de sua esposa Jill e do presidente Barack Obama. "Embora eu não esteja me candidatando, vou falar claramente e com força a respeito de onde nós estamos como partido e para onde precisamos ir como nação."

O democrata de 72 anos disse ainda que sua família ainda está de luto pela morte de seu filho Beau, que não resistiu a um câncer no cérebro, em maio. Biden fez um apelo emocionado para mais pesquisa e financiamento para derrotar a doença.

"Beau é nossa inspiração", disse Biden, que acrescentou que, enquanto sua família estava lidando com o processo de luto, o tempo para montar uma campanha viável se esgotou. "Descobrimos o propósito na vida pública", completou.

O polêmico pré-candidato republicano Trump comemorou a decisão de Biden. Em sua conta oficial do Twitter, Trump afirmou que Biden fez a decisão correta para ele e sua família, além de afirmar ser mais fácil concorrer contra Hillary Clinton.

Biden também pronunciou uma vigorosa defesa das realizações de Obama e apelou para democratas e republicanos trabalharem juntos. "Nossa nação estará cometendo um erro trágico se nós tentarmos desfazer o legado de Obama", afirmou Biden.

"Democratas não devem apenas defender e proteger esse histórico, mas também segui-lo", afirmou Biden, num comentário visto como uma possível provocação a Hillary.

A pré-candidata democrata se posicionou contra o acordo de livre-comércio Transpacífico, que ela apoiou enquanto servia como secretária de Estado no governo de Obama.

Biden também pediu a democratas e republicanos que parem com a "política partidária divisionista que está rasgando esse país". "É mesquinho e já perdura há tempo demais", disse. "Não acho que devemos ver os republicanos como nossos inimigos. Eles são oposição. Eles não são nossos inimigos. E, para o bem do país, nós temos de trabalhar juntos."

O Partido Democrata possui até o momento cinco pré-candidatos presidenciais. Além de Hillary Clinton, estão na corrida o ex-governador de Rhode Island Lincon Chafee; o professor de Direito na Universidade de Harvard Lawrence Lessig; o ex-governador de Maryland Martin O'Malley; e o senador pelo estado de Vermont Bernie Sanders.

PV/afp/ap/rtr

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