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Cultura

Biblioteca de Kafka de novo em Praga

Livreiros, empresários e políticos alemães entregaram oficialmente, nesta terça-feira (07), à Sociedade Franz Kafka, em Praga, a biblioteca do autor. Ela é composta de cerca de 1000 livros, jornais, revistas, almanaques e antologias que Kafka (1883-1924) possuía e leu em vida. Não se trata, no entanto, dos volumes originais que o autor teve em mãos, mas de obras das mesmas edições.

A coleção foi recomposta, em verdadeiro trabalho de detetive, pelo antiquário alemão Herbert Blank, que se baseou principalmente em anotações de Kafka. Blank a vendeu à montadora de carrros Porsche, que a doou finalmente à Sociedade Franz Kafka. Ferdinand Porsche, o fundador da empresa, era natural da Boêmia.

O destino da biblioteca original de Kafka nunca foi totalmente esclarecido. Após a morte do escritor, estava em posse de sua irmã Ottla. Quando esta foi deportada para o campo de concentração de Theresienstadt, onde morreu, os livros foram parar nas mãos da Gestapo e depois desapareceram. Parte foi descoberta em meados da década de 80 num sebo de Munique e vendida para um centro de pesquisas da Universidade de Wuppertal, onde os volumes se encontram até hoje.