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Mundo

Berlusconi rebatiza partido e rompe com governo italiano

Legenda de ex-primeiro-ministro volta a se chamar Forza Italia. Vice-primeiro ministro italiano, Angelino Alfano, já havia anunciado a criação de grupo dissidente a Berlusconi, para manter apoio a premiê Enrico Letta.

O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi rebatizou seu partido, o Povo da Liberdade (PdL), em Forza Italia. Reunidos em Roma, cerca de 800 delegados decidiram por unanimidade neste sábado (16/11) um retorno ao antigo nome, selando, assim, a divisão da legenda de centro-direita.

Num discurso de uma hora e meia durante o encontro, Berlusconi anunciou seu rompimento com o governo italiano, argumentando ser "muito difícil" trabalhar no Parlamento e no governo juntamente com "pessoas" que ao mesmo tempo tentam "assassinar politicamente" o líder de seu partido.

Após semanas de disputa dentro do PdL, na sexta-feira à noite o correligionário de Berlusconi e vice-primeiro ministro, Angelino Alfano, anunciou a criação de seu próprio grupo, chamado Nova Centro-Direita.

De acordo com relatos da mídia, ele reúne cerca de 60 ex-parlamentares do PdL que desejam continuar sustentando o governo do primeiro-ministro Enrico Letta. O grupo teria integrantes suficientes para garantir a maioria necessária no Parlamento.

Negociações até o último minuto

Até o último minuto, houve tentativas de mediação para evitar o rompimento dentro do PdL. Alfano exigiu, entre outras coisas, mais democracia dentro do partido e a permanência na coalizão de governo.

Com o Forza Italia, Berlusconi deu o seu grande salto para entrar na política, na década de 1990, tendo festejado grandes vitórias com a legenda.

O ex-premiê, de 77 anos, vem lutando há semanas pela sobrevivência política. Já foi condenado por fraude fiscal num caso envolvendo seu grupo Mediaset. Em 27 de novembro, o Senado decide se Berlusconi deve, por isso, ter cassado seu mandato de senador.

Diante de seu possível afastamento da segunda câmara do Parlamento, Berlusconi ameaçou várias vezes retirar seu partido da coalizão que sustenta o governo.

MD/afp/dpa

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