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Ciência e Saúde

Berlim testa "armadilha inteligente" contra ratos

Espécie de coleira de parafusos mata roedores em poucos segundos. Segundo fabricante, método beneficia meio ambiente ao dispensar veneno. Defensores dos animais afirmam que foco deve ser prevenção.

Na capital alemã, os ratos estão sendo literalmente pegos pelo pescoço. O serviço de saneamento de Berlim (BWB) está testando uma armadilha que captura e sacrifica os roedores com uma espécie de coleira. "Aproximadamente 4 mil animais já foram mortos assim", afirma Stephan Natz, porta-voz do BWB.

Desde o início de 2015, dez armadilhas de um fabricante dinamarquês estão em funcionamento em Berlim. A fase de testes segue até março de 2016. De acordo com a distribuidora Anticimex, outras cidades também testam o método, chamado de Smart Trap (armadilha inteligente).

As armadilhas têm sensores que detectam movimento e calor corporal. Quando o rato entra nela, uma coleira com 14 parafusos de plástico se contrai a uma velocidade de 130 quilômetros por hora, na região do pescoço do animal, matando-o em poucos segundos. A taxa de execução é de 100%.

"Ao contrário de iscas com veneno, com esse método os ratos não agonizam", diz o diretor de vendas Markus Gassmann. Depois da execução, os parafusos se retraem novamente e a armadilha está pronta para o próximo uso.

Segundo Gassmann, além de Berlim, Dessau, Dresden, Düsseldorf e Dortmund também testam as armadilhas inteligentes. A cidade de Marne, no norte da Alemanha, já optou por um uso da ferramenta no longo prazo. Em geral, os municípios não compram as armadilhas, mas alugam o serviço por 1.200 a 1.500 euros por peça a cada ano – incluindo a manutenção.

Natz diz que é obrigação das companhias de saneamento combater pragas como os ratos. Para isso, as empresas contam com funcionários especialmente treinados. Somente no ano passado, os serviços de saneamento gastaram 800 mil euros na luta contra pragas.

Para Gassmann, a armadilha inteligente não é apenas mais "amigável" com os animais, mas também beneficia o meio ambiente, pois toneladas de veneno de rato são dispensadas.

A Federação Alemã de Proteção aos Animais (Deutsche Tierschutzbund), no entanto, se preocupa. Lea Schmitz, da organização, diz que, como em todos os meios técnicos, falhas que podem causar sofrimento nos animais podem acontecer.

Transmissão de doenças

O porta-voz da BWB afirma que não há como dizer exatamente quantos ratos há em Berlim. De acordo com os cálculos da empresa, poderia ser algo em torno de dois milhões de animais. Assim, a estimativa disseminada de que existem mais ratos em Berlim do que pessoas – são cerca de 3,5 milhões de habitantes – seria exagerada.

Segundo Natz, a rede de esgotos é o lugar preferido dos ratos para se protegerem dos perigos, como carros, corvos e raposas e para se deslocarem de um lugar para o outro. Mas, diferentemente do que se pensa, os ratos não vivem nos esgotos, mas sim nas estações de trem, em porões, parques ou pátios escolares.

Os ratos podem transmitir diversos agentes patogênicos. Entre eles, de acordo com a Agência de Saúde e Assuntos Sociais (LaGeSo, na sigla em alemão), estão as bactérias do gênero Samonella. Os ratos contribuem também para a propagação de doenças animais, como peste suína e febre aftosa, funcionando como agentes intermediários.

De acordo com um regulamento de 2011, proprietários de imóveis são obrigados a avisar o serviço de combate a pragas em caso de infestação de ratos. Estatísticas da Lageso apontam que cerca de 7.500 ocorrências foram registradas em Berlim em 2014, número superior ao dos anos anteriores.

Para Federação Alemã de Proteção aos Animais, não existem métodos de execução irrestritamente recomendados. "Por isso, o foco deve ser sempre o da prevenção", diz Schmitz. Isso envolve, por exemplo, uma oferta mais restrita de alimentos e locais de nidificação para os ratos. Atualmente, não é difícil para eles encontrarem comida abundante em Berlim, em latas de lixo abertas, por exemplo.

AF/dpa

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