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Alemanha

Berlim também é a capital alemã das famílias "patchwork"

A família tradicional está em retrocesso na Alemanha. Resultados de microcenso apontam para diminuição considerável de pares casados com crianças e para aumento de uniões estáveis, como também de mães e pais solteiros.

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Apesar de ser maioria, família tradicional está em retrocesso na Alemanha

Segundo os resultados do microcenso de 2006, anunciados em fins de novembro passado pelo Departamento Federal de Estatísticas, o número de famílias, na Alemanha, caiu para 8,8 milhões – 7% a menos que em 1996. Por família entende-se, aí, um casal vivendo, sob o mesmo teto, com pelo menos um filho ou uma filha menor de idade.

No mesmo período de dez anos, a quantidade de pares casados com filho(s) caiu em 16% para 6,5 milhões. Ao mesmo tempo, no período de 1996 a 2006, cresceu em 30% o número de uniões estáveis com crianças como também a quantidade de mães e pais solteiros.

Esta diminuição no número de famílias tradicionais é constatada principalmente nos estados da antiga Alemanha Oriental, onde 42% das famílias são compostas de forma "alternativa". Nos estados do Oeste, este número cai para 22%. Berlim é a capital das formas familiares não tradicionais, também conhecidas como famílias "patchwork", nome em inglês para "trabalho de retalhos".

Meios-irmãos, enteados, madrastas

Familie, junges Paar mit Baby

Famílias 'alternativas' aumentam consideravelmente

O nome "patchwork" advém do fato de, muitas vezes, tais uniões levarem consigo filhos de antigos casamentos. Assim, as famílias são constituídas, entre outros, de pais, mães, irmãos, filhas, meios-irmãos, enteados, madrastas, ou seja, uma colcha de retalhos. A maior proporção se encontra em Berlim, onde famílias não tradicionais ou mães e pais solteiros somam 47% das famílias; em 1996 eram 34%.

Apesar do significante aumento do número de formas familiares alternativas, a família tradicional ainda é a grande maioria na Alemanha, onde 74% das famílias são compostas por pares casados com crianças. Tratando-se de família, o estado de Baden-Württemberg é o mais "tradicional". Lá, somente 20% das famílias são de forma alternativa.

Aumento proporcional do salário-família

Familie, Demografie und Bevölkerung

Criança deve ser centro das atenções, afirma Lenke

Apesar de todas as "profecias apocalípticas", Ursula von der Leyen, ministra da Família, considera a família tradicional como a forma ainda preferida. "O casamento é melhor que sua fama", afirmou. A ministra se mostra preocupada, no entanto, com a diminuição do número de famílias com mais de um filho ou filha. Estatisticamente, vive 1,61 criança por família na Alemanha. Nos estados do Leste, inclusive Berlim, este número cai para 1,43.

Há dez anos, a média alemã era de 1,65 filho. "Isto mostra que temos que cuidar mais destas famílias", declarou Von der Leyen. Como incentivo, a ministra mencionou o aumento, proporcional ao número de filhos, do salário-família, pago na Alemanha pelo Estado e não pelo empregador.

Ina Lenke, especialista em família do Partido Liberal (FDP), declarou, no entanto, que tanto faz se os pais são casados ou não. A criança deve ser sempre o foco das atenções. A política da oposição ressaltou o fato de principalmente mães solteiras e seus filhos serem atingidos mais freqüentemente pela pobreza. "Estes devem ser os primeiros a serem ajudados", exigiu Lenke. (ca)

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