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Mundo

Berlim sustenta posição contra guerra

Alemanha insiste numa solução pacífica para o conflito no Iraque, depois que o presidente George W. Bush confirmou sua disposição de fazer uma guerra para desarmar e destituir Saddam Hussein.

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Joschka Fischer (esq.) saúda novas informações de Colin Powell

Políticos dos dois partidos governistas alemães criticaram o tom belicoso do discurso do presidente americano sobre o Estado da União, esperado mundialmente com grande expectativa. Bush confirmou, de forma contundente, a sua disposição para uma guerra no Iraque. "Não nos deixamos aconselhar por outros (países). E que fique bem claro: se Saddam não se desarmar completamente, nós vamos liderar uma coalizão e destituir Saddam, para garantir a nossa própria segurança e a paz no mundo", disse Bush no seu discurso anual, interrompido várias vezes por aplausos de republicanos.

O presidente americano fez uma relação entre a luta internacional contra o terrorismo e o Iraque. Destacou que Saddam Hussein teria enganado o mundo durante 12 anos e escondido suas armas de destruição em massa, em vez de cumprir a resolução 1441 da ONU determinando a eliminação de seus arsenais. Bush também anunciou que o seu secretário de Estado, Colin Powell, vai apresentar novas provas de programas ilegais de armas do Iraque ao Conselho de Segurança em Nova York, no próximo 5.

Por que só agora?

Assim como o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, o coordenador da política externa da União Européia, Javier Solana, saudou as novas informações do serviço secreto dos EUA, prometidas por Bush. Os dois políticos europeus insistiram que cabe à ONU decidir sobre o conflito e não aos Estados Unidos sozinhos.

A presidente do Partido Verde alemão, Angelika Beer, perguntou, todavia, por que Colin Powell não as colocou antes à disposição da ONU". Os verdes apóiam o categórico não do chefe de governo Gerhard Schröder a uma guerra no Iraque. Para o vice-líder do Partido Social Democrático (SPD), Gernot Erler, "agora está claro que o presidente americano não quer encerrar um programa de armas de destruição em massa no Iraque, mas fazer uma guerra e por isso procura legitimação para o seu procedimento".

Decisão deve ser da ONU

A Alemanha foi o primeiro aliado europeu que se apôs terminantemente a uma guerra, em setembro de 2002. Depois do discurso sobre o "Estado da Nação" na noite passada, o chefe da diplomacia alemã, Fischer, destacou a atribuição de decisão da ONU. "É importante que as decisões permaneçam no Conselho de Segurança", aconselhou o político do Partido Verde. Ele elogiou o anúncio de novas informações do seu colega americano Powell sobre programas de armas do Iraque.

Ajuda prática nas inspeções

O governo alemão vai fazer tudo para que o Iraque seja desarmado sem uso de violência militar, segundo Fischer, porque a resolução 1441 tem de ser aplicada. Além de iniciativas diplomáticas para evitar uma guerra, a Alemanha vai contribuir na prática com as inspeções de armas no Iraque. 45 homens e mulheres das Forças Armadas Alemãs (Bundeswehr) iniciaram na segunda-feira (27) um treinamento para uma missão de reconhecimento da ONU no Iraque.

Os peritos de cinco estados alemães vão atuar no sistema "Luna". Este é o nome de pequenos aviões que fazem vôos de reconhecimento não tripulados e são capazes de fornecer imagens nítidas de armas e instalações militares em qualquer parte do Iraque. "É um bom instrumento para medidas de natureza pacífica", segundo especialistas que já atuaram nos Bálcãs e vão para o Iraque até o início de março.

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