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Cultura

Berlim reinaugura palácio de artes do imperador Guilherme 2º

Difamado durante décadas como "ostentação guilhermiana", o Museu Bode volta a brilhar, após seis anos de restauração. Ele abrigará nada menos do que quatro coleções: de estátuas, arte bizantina, quadros e moedas.

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O museu abrigará objetos de arte e numismática

Nesta terça-feira (17/10) está sendo reinaugurado o Museu Bode (Bode-Museum), na Ilha dos Museus de Berlim. O imponente edifício do início do século 20, atrás da Antiga Galeria Nacional, abrigará futuramente 1700 peças da Coleção de Esculturas e o Museu de Arte Bizantina, além de 150 quadros e do Gabinete de Numismática.

Bode-Museum # 8/9

O 'tesouro de Bailônia': moedas árabes do século 9º

Dessa forma, pela primeira vez depois da Segunda Guerra Mundial, tesouros espalhados pelas duas metades da cidade estarão novamente reunidos num mesmo local. Entre os participantes da cerimônia de inauguração contam o presidente do Parlamento alemão, Norbert Lammert, e o ministro da Cultura Bernd Neumann.

"Ostentação neobarroca"

Em 1897, o imperador Guilherme 2º confiou ao arquiteto Ernst Eberhard von Ihne o projeto de um palácio de artes, denominado Kaiser Friedrich Museum, ao ser inaugurado em 1904.

Visando dar a impressão de que o edifício se erguia das águas, Von Ihne o desenhou em três alas, organizadas em torno de vários pátios internos. Situado na ponta norte da Ilha dos Museus, suas fachadas exteriores dão diretamente para o Rio Spree.

Bode-Museum # 6/9

Ignaz Günther: 'São Miguel vence Satã'

Em 1956 o prédio recebeu o nome de seu primeiro diretor, Wilhem von Bode, que dera contribuições importantes quanto à iluminação e proporções das salas. Sua concepção de apresentar as obras de arte num contexto "autêntico", acompanhadas de lareiras, tapeçarias e mobiliário de época, teve grande ressonância em todo o mundo.

O edifício neobarroco foi durante décadas difamado como "ostentação guilhermiana". Durante a Segunda Guerra Mundial ficou gravemente danificado, sobretudo em sua cúpula. Após reconstruções parciais na década de 1950, iniciou-se nos anos 90 uma grande restauração, de início com relutância, devido ao preconceito com que era visto.

"Uma das mais belas coleções de esculturas"

Bode-Museum # 7/9

Vitrais da fundição de moedas Schaffhausen, 1565

O atual saneamento radical durou seis anos e custou 162 milhões de euros. Após a reabertura da Antiga Galeria Nacional, em 2001, trata-se da segunda etapa da restauração da Ilha dos Museus, declarada pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade. Nela, o governo alemão investirá um total de 1,2 bilhão de euros, até aproximadamente 2020.

O diretor da instituição, Arne Effenberger, declarou orgulhosamente, na véspera da inauguração: "Todos verão que os museus de Berlim possuem uma das mais belas, maiores e mais importantes coleções de esculturas, da Antigüidade até cerca de 1800".

Assim, nas 64 salas do prédio restaurado, madonas do século 14, da Alsácia e Borgonha, brilharão lado a lado com estatuetas de bronze, madeira e marfim, figuras de mármore do barroco Gian Lorenzo Bernini e capitéis e relevos bizantinos. Entre os destaques do acervo está a Madona de Niclaus Gerhaert von Leyden, exibida num gabinete próprio.

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