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Alemanha

Berlim recusa sonho de ser sede em 2012

A capital precisa antes de mais nada cuidar de seu rombo financeiro. Esquerda e direita discordam quanto à questão.

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Prefeitura de Berlim deu sinal vermelho para o sonho olímpico

Berlim não irá lançar-se candidata à sede da Olimpíada de 2012. A decisão foi precedida de uma "difícil ponderação das finanças da cidade", disse o prefeito social-democrata Klaus Wowereit. O presidente da Federação Estadual Desportiva (LSB), Peter Hanisch, declarou-se decepcionado.

Cinco cidades e regiões da Alemanha já são pré-candidatas a sediar os Jogos Olímpicos de 2012. A pressão política e da mídia para que a capital alemã também entrasse no páreo vinha crescendo a cada dia. No fim de semana, o Partido Social Democrático (SPD) e o Partido do Socialismo Democrático (PDS), que negociam a formação do novo governo, descartaram de vez a idéia.

O prefeito alega dificuldades para viabilizar economicamente a candidatura. A construção da vila olímpica, por exemplo, seria financeiramente arriscada aos cofres municipais. Para alimentar a esperança dos berlinenses, porém, Wowereit não descarta que a cidade venha a se candidatar para 2016.

Após o rombo financeiro deixado pelo prefeito Eberhard Diepgen (CDU), Berlim aguarda seu futuro. No momento a cidade está sob um governo provisório instaurado pelo SPD juntamente com o Partido Verde. No entanto, os social-democratas estão negociando com o PDS a formação do novo gabinete, depois que as eleições de setembro mudaram a composição do parlamento estadual e as negociações com os verdes e os liberais para um governo tripartidário fracassaram.

"Temos dentro do partido muitos que são a favor, assim como na cidade. Mas ao ponderar tudo, não nos vemos em condição de apresentar uma candidatura", disse o prefeito. "Uma coisa é clara: estamos à beira de uma emergência orçamentária e isto tem de ser dito municipal e nacionalmente", acrescentou o socialista Gregor Gysi, representante do PDS nas negociações.

Críticas - O Partido Liberal acusa a futura coalizão de ter tomado uma "decisão fatal" para Berlim. Segundo Martin Matz, da executiva estadual, a decisão de social-democratas e socialistas não levou em conta que as olimpíadas são na prática financiadas pela iniciativa privada.

Parlamentares do Partido Liberal pretendem apresentar em plenário, na quinta-feira, uma proposta de candidatura da cidade. A União Democrata-Cristã (CDU) deverá apoiar a iniciativa, disse o porta-voz de assuntos esportivos do partido, Axel Rabbach. Ele considera que a decisão sobre a Olimpíada "não é uma questão política cotidiana, mas um sinal para as próximas gerações".

Empresários de Berlim que dispuseram-se a arrecadar investimentos da iniciativa privada para a candidatura estão igualmente decepcionados. Um deles, Roland Specker, chamou a decisão de "triste" e ironizou: "Cada um tem o direito de se tornar infeliz como bem quiser."

O estado de Brandemburgo também ofereceu apoio à capital federal. O secretário de Esportes Steffen Reiche acha que o evento abriria oporunidades para toda a região. Além de achar que "a Alemanha só tem chance de abrigar o megaevento se lançar Berlim".

Outras cinco cidades alemãs seguem na briga pela indicação do Comitê Olímpico Nacional (NOK) para a disputa internacional. Düsseldorf, Frankfurt, Stuttgart, Hamburgo e Leipzig já se preparam há meses.

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