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Alemanha

Berlim rechaça uma "aventura militar" contra o Iraque

Em face dos tons agressivos de Washington, em relação ao Iraque, o governo federal alemão viu-se obrigado a distanciar-se de possíveis planos de intervenção armada americana.

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Ministro Fischer: as resoluções da ONU têm de ser cumpridas

Para o chanceler federal Gerhard Schröder, a Alemanha não deve jamais apoiar ou participar de uma aventura militar no Oriente Médio: "Só posso advertir contra a discussão a respeito de uma guerra contra o Iraque, sem medir conseqüências e sem um conceito político para o Oriente Médio em seu todo." É preciso, antes de mais nada, elaborar uma concepção para solucionar a crise.

Gerhard Schröder procurou deixar claro que Berlim demonstrou, após os atentados de 11 de setembro, estar em condições de exercer solidariedade dentro da Aliança. "Há muito, a Alemanha não é mais um país em que a diplomacia do talão de cheque substitui a política", afirmou o chefe de governo. A divisão de trabalho, em que os alemães não estavam disponíveis para a ação, mas pagavam as contas, não existe mais. "Pelo menos comigo, não haverá mais isso", disse Schröder.

Cenário ameaçador

Para o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, o ditador iraquiano Saddam Hussein é obrigado a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Mas caso ele não o faça, há que se perguntar, em primeiro lugar, onde está atualmente o cenário ameaçador. Na opinião de Fischer, as questões mais urgentes, no momento, são o combate ao terrorismo internacional e a solução de graves conflitos regionais, como no Oriente Médio e na Caxemira.

Apesar da tensão existente no momento, os 52 soldados alemães, que participam da operação "Enduring Freedom", deverão permanecer estacionados no Kuweit, até segunda ordem, declarou o ministro alemão da Defesa, Peter Struck. Ele reafirmou a premissa do governo federal alemão, de que a condição prévia para uma intervenção no Iraque tem de ser um claro mandato da ONU. No momento, contudo, não há nenhum indício de que uma ação seria iminente.

Para Peter Struck, as ameaças abertas dos EUA contra o Iraque devem ser consideradas, no entanto, como motivo de preocupação.

Conservadores divididos

O líder da União Social Cristã (CSU), governador da Baviera e candidato oposicionista a chanceler, Edmund Stoiber, advertiu contra uma propagação de pânico relacionada com a crise do Iraque. Numa entrevista concedida à televisão da Deutsche Welle, Stoiber afirmou: "Não creio que faça sentido ocupar-se de tais questões hipotéticas e talvez gerar medo com isto." O governador bávaro acredita que o Iraque acabará cedendo, em face da enorme pressão internacional. É neste ponto que se deve concentrar os esforços e "não nas discussões, se os Estados Unidos atacarão ou não o Iraque", afirmou o líder conservador.

Tal posição não é, porém, unânime entre os políticos conservadores. Wolfgang Schäuble – o perito em política exterior na equipe de Stoiber – mostra-se pouco impressionado com a atitude contemporizadora do candidato oposicionista. Numa entrevista ao semanário Bild am Sonntag, ele justificou a sua posição favorável à intervenção: "Caso venha a ocorrer uma ação contra o Iraque, ela será realizada com base numa clara resolução das Nações Unidas." E a Alemanha sempre defendeu o cumprimento das resoluções da ONU, afirmou Schäuble.

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