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Mundo

Berlim recebe apelos contra guerra no Iraque

Enquanto George Bush reforça sua retórica de guerra e o Conselho de Segurança discute uma nova resolução sobre o Iraque, o governo alemão recebe apelos para não mudar sua posição antibélica.

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Bush: guerra contra o Iraque pode ser inevitável

O presidente norte-americano George Bush reafirmou sua política de linha dura contra Bagdá. Se o governo iraquiano continuar opondo resistência ao desarmamento do país, "o uso de violência poderá tornar-se inevitável", disse Bush, em discurso transmitido por rádio. Ao mesmo tempo, ele aumentou a pressão para que o Congresso permita uma intervenção militar no Iraque. Bush, que considera o regime de Saddam Hussein uma ameaça perigosa e contínua para a América do Norte, anunciou uma "importante declaração" para a noite de segunda-feira (07).

Já o secretário de Estado Colin Powell, mostrou-se confiante de que o Conselho de Segurança das Nações Unidas chegará a um acordo quanto a uma nova resolução sobre o controle do armamento no Iraque, apesar das divergências que têm dificultado as negociações no seio desse organismo.

Nova resolução - Como membros do Conselho de Segurança, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha apresentaram um projeto de resolução, exigindo que Bagdá entregue todas as armas de destruição em massa no prazo de 30 dias e garanta livre acesso aos inspetores de armas da ONU. O projeto de resolução contém ainda uma ameaça de intervenção militar, caso o governo de Saddam Hussein não acate esses termos. Os outros três membros permanentes do Conselho, França, Rússia e China objetam a ameaça de guerra.

Em Washington, o chefe dos inspetores das Nações Unidas, Hans Blix, exigiu uma nova resolução da ONU, após conversar com Colin Powell, alegando que antes de iniciar a inspeção no Iraque seria necessário esclarecer sob que mandato se dará a missão.

Apelos pacifistas na Alemanha

Em várias cidades dos Estados Unidos, da Itália e Austrália houve manifestações contra uma possível guerra contra o Iraque, neste fim de semana. Na Alemanha, o movimento pacifista dirigiu um apelo para que o governo alemão mantenha sua posição antibélica. Ao completar-se um ano do início dos bombardeios contra o Afeganistão, no dia 7 de outubro, teria fracassado a chamada "guerra contra o terrorismo" , afirma o fórum "Comissão Nacional Conselho de Paz", que congrega as organizações pacifistas alemãs. A guerra contra o Afeganistão custou a vida de milhares de civis, e nem sequer levou à captura do líder terrorista Osama bin Laden.

Agora, trata-se de evitar uma guerra contra o Iraque, pois não se trata de combate ao terrorismo, nem de uma eventual ameaça através de armas iraquianas de extermínio em massa, e sim de "um genocídio calculista, movido por interesses estratégicos e econômicos". A Alemanha deveria negar aos aviões norte-americanos a permissão de sobrevoar seu espaço aéreo.

A Anistia Internacional também apelou ao governo de Berlim, para que se atenha à sua política de insistir numa solução política para o conflito com o Iraque. Uma intervenção militar levaria a uma nova onda de refugiados, advertiu a secretária-geral da ONG de defesa dos direitos humanos na Alemanha, Barbara Lochbihler. "É de se prever que a Turquia e o Irã fechem suas fronteiras", disse ela, lembrando que somente a ameaça de um ataque já está motivando a fuga de muitas pessoas.

  • Data 06.10.2002
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