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Mundo

Berlim nega que ação alemã no Kuwait seja contra Iraque

As manobras de 250 soldados e tanques da Alemanha, no Kuwait, não fazem parte de preparativos para um ataque contra o Iraque, garantiu o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder.

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Soldados alemães preparam tanques Fuchs para manobra conjunta com americanos no Kuwait.

A ação das Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr), no Kuwait, não tem nada a ver com um possível ataque dos Estados Unidos ao Iraque, garantiu o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, em Berlim, nesta quarta-feira (27). Assim ele contestou as especulações de que as manobras de 250 soldados alemães para prevenção de ataques com armas nucleares, biológicas e químicos, juntamente com forças especiais dos Estados Unidos, façam parte de preparativos para uma extensão da guerra antiterror ao país de Saddam Hussein.

Schröder assegurou também não ter conhecimento de planos americanos para atacar o Iraque. A coalizão de governo social-democrata e verde da Alemanha já se manifestou contra uma ofensiva militar no Iraque. O chefe de governo alemão exortou, contudo, o presidente iraquiano a permitir a entrada dos inspetores de armas da ONU no seu país. "Isso faz parte das obrigações internacionais que têm de ser cumpridas", destacou o chefe de governo alemão.

O Iraque forma com o Irã e a Coréia do Norte o "Eixo do Mal" mencionado pelo presidente dos EUA, George W. Bush, e para o qual deve ser ampliada a luta armada contra o terrorismo iniciada no Afeganistão, depois dos atentados de 11 de setembro, em Nova York e Washington.

Os partidos da coalizão de governo alemão social-democrata (SPD) e verde justificam que não há razão para uma ofensiva militar contra o Iraque, porque não há provas de envolvimento do regime de Saddam Hussein com o terrorismo. "Não participeramoes de uma possível guerra contra o Iraque", assegurou o porta dos verdes para quesões jurídicas, deputado Volker Beck.

O especialista em política externa da União Democrata-Cristã (CDU), oposicionista, Wolfgang Schäuble, acha, todavia, que as ameaças dos EUA merecem no mínimo compreensão. Ele considera correta a posição americana de querer se prevenir contra acontecimentos perigosos.

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