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9 de novembro de 1989

+ Berlim lança 8 mil balões ao ar para lembrar queda do Muro +

Relembre em vídeos, fotos e reportagens o evento na capital que, na presença de líderes como Gorbachev e Walesa, celebrou os 25 anos da abertura da fronteira entre as Alemanhas, o primeiro passo para a Reunificação.

Assistir ao vídeo 01:41

Muro de balões

(Horário de Brasília)

20h10 - Encerramos aqui nossa transmissão. Obrigado por nos acompanhar.

20h09 - Com o lançamento de 8 mil balões ao ar, ao som de uma orquestra regida pelo maestro Daniel Barenboim, Berlim fechou neste domingo os três dias de celebrações pelos 25 anos da queda do Muro.

O evento levou mais de 100 mil pessoas às ruas da capital. E teve a presença de líderes atuais, como a chanceler federal Angela Merkel, e do passado, como o russo Mikhail Gorbachev e o polonês Lech Walesa, um dos maiores símbolos da luta contra o comunismo.

Clarissa Neher, de Berlim: A quantidade de pessoas presentes - mais de 100 mil, segundo estimativas da imprensa berlinense - surpreenderam até a polícia. Ruas tiveram que ser bloqueadas para evitar uma aglomeração ainda maior perto do palco principal da festa.

19h20 - São quase 15 quilômetros de balões. Eles estão sendo soltos um a um, em efeito dominó. A música é regida pelo aclamado maestro Daniel Barenboim.

19h17 - Os primeiros dos 8 mil balões já sobem ao ar, ao som do último movimento da Nona Sinfonia de Beethoven. Os berlinenses observam em silêncio.

19h15 - Klaus Wowereit, prefeito de Berlim, sobe ao palco principal, no Portão de Brandemburgo, e anuncia os políticos presdentes. Mikhail Gorbachev, último líder soviético, é o mais ovacionado pelo público. "Gorbi, Gorbi", gritam os presentes.

Clarissa Neher, de Berlim: Emocionados com a festa em comemoração aos 25 anos da queda do Muro, os brasileiros Fernanda Steffens, 46, e Bruno Azevedo, 42, lembram-se do dia em que a fronteira entre os dois lados de Berlim ruiu. "É incrível estar aqui hoje e poder reviver a história", disse Bruno, que mora no Rio de Janeira e passa férias na capital alemã.

Já Fernanda, que há um ano mora na cidade, ficou impressionada com a quantidade de gente nas ruas e elogiou a ideia dos oito mil balões. "A festa está muito bonita", disse a paulista.

15h55 - Pelo menos 138 pessoas foram mortas ao tentarem escapar para Berlim Ocidental. Regimes comunistas desmoronaram diante de levantes populares no leste europeu em 1989, sinalizando o fim da Guerra Fria. Seu símbolo maior foi a queda do Muro de Berlim, celebrada neste domingo em Berlim.

Assistir ao vídeo 01:23

O lançamento dos balões

15h51 - A festa está perto de seu ápice: a instalação com oito mil balões iluminados, que desenha a antiga fronteira que dividia a capital ao longo de 15 quilômetros, será ativada. Cada pessoa é responsável por um balão, que será lançado ao céu. No momento, berlinenses e turistas acompanham shows no Portão de Brandemburgo.

Assistir ao vídeo 00:29

Balões na ponte

História: Tanto na Alemanha Ocidental como na Oriental, década de 80 foi marcada por grandes manifestações juvenis. Enquanto uns defendiam a paz e o ambientalismo, outros queriam liberdade e democracia.

15h17 - A chanceler federal Angela Merkel acompanha, ao lado de outros políticos, a cerimônia perto do Portão de Brandemburgo.

15h07 - Às 18h do dia 9 de novembro de 1989 começava a entrevista coletiva histórica na RDA. Günter Schabowski, porta-voz do governo da então Alemanha Oriental, acabara de anunciar a nova legislação sobre viagens do país. Devido a um mal-entendido, respondeu à pergunta de um jornalista italiano, a respeito do momento em que a lei entraria em vigor, com uma frase que se tornou famosa: "Pelo que sei, ela entra... já, imediatamente".

Como a queda do Muro marcou minha vida: Um mês antes da queda do Muro, a apresentadora do jornal da DW Birgit Keller fugiu para a Alemanha Ocidental, por acreditar que a fronteira jamais se abriria.

Clarissa Neher, de Berlim: É impressionante a quantidade de pessoas que caminham ao longo do antigo traçado do Muro. A cidade está muito cheia.

14h45 - Estima-se que mais de 100 mil berlineses e turistas estejam nas ruas da capital alemã, apesar do frio de 8 graus, para acompanhar a festa dos 25 anos da queda do Muro.

Clarissa Neher, de Berlim: Klaus Hertel morava em Berlim Ocidental e sempre cruzava a fronteira para visitar amigos na outra parte da cidade. Quando a notícia da queda do Muro começou a se espalhar no dia 9 de novembro, ele e a esposa correram para o posto de controle na Borhholmerstrasse. "Vimos uma corrente de pessoas do lado Oriental vindo para o lado de cá", contou Klaus. Às 3h30 da manhã, eles recebiam a primeira visita dos amigos que moravam do outro lado do Muro e, até aquele momento, nunca podiam ir à casa do casal.

Neste domingo, Klaus é um dos "padrinhos" dos 8 mil balões que serão soltos a partir das 19h, relembrando o Muro.

História: O Muro de Berlim caiu no dia 9 de novembro de 1989. O que não passava de um sonho – derrubar a barreira que separava ao mesmo tempo os dois Estados alemães, os sistemas capitalista e comunista, o Leste e o Oeste – tornou-se realidade de repente.

O processo iniciado nesse dia culminou em 3 de outubro de 1990, com a reunificação alemã e a integração dos territórios da República Democrática Alemã (RDA), no leste, à República Federal da Alemanha, no oeste.

Clarissa Neher, de Berlim: Apesar do frio de 8 graus e do dia cinza, é intensa a circulação de pessoas pelas ruas de Berlim neste domingo.

14h03: A chanceler federal alemã, Angela Merkel, que cresceu na Alemanha Oriental, estava fazendo sauna quando o Muro caiu. Então com 35 anos, ela morava em Berlim Oriental e costumava frequentar o banho a vapor todas as quintas-feiras.

Quando saiu do lugar, ela acompanhou os milhares de alemães orientais que aproveitavam a abertura das fronteiras para passar para o outro lado da cidade. Em um apartamento de um desconhecido, ela bebeu sua primeira cerveja alemã ocidental.

14h00: O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou: "Não só na Europa, como em outras partes do mundo, nós seremos guiados pelas lições de Berlim. Muros e regimes opressivos podem durar algum tempo, mas, no fim, não suportam o desejo de liberdade e dignidade humana que arde dentro de cada pessoa."

História: Passados 25 anos da queda do Muro, ainda

há nostalgia da ex-Alemanha socialista

. Pepinos em conserva, bolinhas de chocolate, carros Trabant trazem à tona doces lembranças, conhecidas como "Lestalgia".

Clarissa Neher, Berlim: A iniciativa East Side Galery (ESG) Retten também compareceu às comemorações da queda do Muro – para protestar. Os organizadores do grupo querem a suspensão dos planos de retirada de 50 metros do antigo Muro, para dar espaço à construção de um prédio de luxo e um hotel. Faixas gigantes mostravam mensagens contrárias à retirada do trecho. Em 2006, 44 metros da East Side Gallery, que conta com 1,3 quilômetro de extensão coberto de pinturas artísticas, foram removidas.

Clarissa Neher, de Berlim: Assim como grande parte dos alemães, o casal Evelyn e Bodo Stoebenau, de Hannover, também foi pego de surpresa naquele 9 de novembro de 1989, quando a queda do Muro de Berlim foi anunciada.

Um ano depois, em 3 de outubro de 1990, os dois estiveram na capital para ver de perto a festa da reunificação dos dois lados da Alemanha. Eles voltaram a Berlim neste domingo para participar das comemorações dos 25 anos do fim do Muro. "Tínhamos que vir aqui e vivenciar toda aquela alegria novamente", conta Evelyn.

13:05 - Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia: "A Europa precisa novamente tornar algo de coração. Foi com paixão e coragem que as pessoas aquilo que as dividia, em busca de paz, liberdade, união, democracia e prosperidade."

Albert Steinberger, de Berlim: Há 25 anos na Bornholmerstrasse, o Muro de Berlim caía. Como em 1989, hoje é dia de festa.

História: Eliminadas, esquecidas, inexplicavelmente reaparecidas:

notas de 200 e 500 marcos orientais

são relíquias da antiga RDA. Banco KfW, onde elas estão preservadas, é joia arquitetônica de Berlim.

12h46 - O ex-prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, disse: "É o momento de fazermos uma reverência às vítimas do Muro e às muitas pessoas que sofreram imensa dor sob a ditadura comunista da RDA e de todos os países do bloco oriental."

Como a queda do Muro marcou minha vida: O britânico Adrian Kennedy passou a noite da queda do Muro em casa, do lado Ocidental, esperando pela chegada da noiva, que vivia na Berlim Oriental.

Assistir ao vídeo 03:32

Como a queda do muro de Berlim marcou minha vida

.

Albert Steinberger, de Berlim: Greve dos trens acaba antes do previsto e facilita acesso de alemães à festa dos 25 anos da queda do Muro.

12h31 - No sábado, no início das celebrações, o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev,

criticou duramente as políticas implementadas

pelos países ocidentais desde o fim do bloco soviético.

"O mundo está à beira de uma nova Guerra Fria. Muitos dizem até que ela já começou", declarou Gorbachev, ao comentar a tensa situação atual envolvendo rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia.

Clarissa Neher, de Berlim: As estudantes Amanda Pereira e Natália Vilaça, do Rio de Janeiro, moram em Dresden há oito meses com bolsas do programa Ciências Sem Fronteiras. Neste domingo, elas fizeram questão de percorrer os 180 quilômetros que separam a cidade no antigo leste alemão até Berlim, para participar das comemorações da queda do Muro. "Já que estamos na Alemanha, não podíamos perder este momento", disse Natália.

12h20 - Os 8 mil balões brancos, alinhados ao longo de um trecho de 15 quilômetros, foram projetados para se assemelharem a um colar de pérolas quando vistos de cima. Cheios de hélio, eles serão soltos na noite deste domingo, simbolizando o fim da divisão alemã, em uma coreografia ao som do último movimento da Nona Sinfonia de Beethoven.

Clarissa Neher, de Berlim: Em diversos pontos de Berlim telões contam história do Muro.

História: Vinte e cinco após a queda do Muro, antigos territórios da RDA

ainda sofrem efeitos

da fase inicial da Reunificação e de uma união monetária precipitada. Leste jamais se recuperou da maciça desindustrialização.

Clarissa Neher, de Berlim: Em Kreuzberg, ativistas lembraram outros muros que existem no mundo, como em Israel e na Espanha.

11h50 - "Podemos mudar as coisas para melhor, essa é a mensagem do Muro de Berlim", disse Merkel.

11h47 - A chanceler federal alemã, Angela Merkel, disse que a abertura da fronteira interna alemã há 25 anos é um

modelo para outros movimentos

de libertação. "A queda do Muro nos mostrou que os sonhos podem se tornar realidade."

11h40 - O papa Francisco expressou seu desejo de que sejam derrubados "todos os muros que ainda dividem o mundo". "Em 9 de novembro de 1989, caía o Muro de Berlim, que por tanto tempo partiu em duas a cidade e que foi o símbolo da divisão ideológica da Europa e do mundo", disse o pontífice no Vaticano.

Clarissa Neher, de Berlim: Os balões da instalação Lichtgrenze em Berlim estão sendo recolocados, desta vez com gás hélio. Eles serão lançados ao ar na noite deste domingo, ao longo de toda a antiga fronteira na capital.

História: Acelerada por um lapso de comunicação,

abertura da fronteira

entre as Alemanhas foi o primeiro passo para a Reunificação. Separados desde 1961, cidadãos do Leste e do Oeste reconquistaram a liberdade de ir e vir.

11h35 - Uma instalação de 15 quilômetros com oito mil balões iluminados desenha a antiga fronteira que dividia a capital. As celebrações começaram na sexta-feira, e o ápice será na noite deste domingo, com festa no Portão de Brandemburgo.

Assistir ao vídeo 03:19

Como a queda do Muro de Berlim marcou minha vida

11h30 - A DW Brasil acompanha a partir de agora, em tempo real, a celebração em Berlim pelos 25 anos da queda do Muro.

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