Berlim lamenta morte de funcionário alemão em atentado no Afeganistão | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 25.12.2010
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Mundo

Berlim lamenta morte de funcionário alemão em atentado no Afeganistão

Governo alemão se diz chocado com morte de funcionário alemão no Afeganistão. Autoridades classificam ato como "covarde e desumano", ressaltando riscos por que passam os que colaboram na reconstrução do país.

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Não só soldados estão na linha de fogo no Afeganistão

O governo alemão se declarou chocado com a morte de um alemão no Afeganistão. O funcionário do banco estatal alemão de desenvolvimento KfW foi ferido na sexta-feira (24/12) em um atentado no norte do país e morreu no dia seguinte, em decorrência de seus ferimentos.

O alemão viajava de carro com três outras pessoas no norte do Afeganistão, quando seu veículo foi atacado. Um intérprete afegão também foi ferido no incidente. Ambos trabalhavam no projeto de construção de uma estrada entre Kholm e Kunduz.

A chanceler alemã, Angela Merkel, o vice-chanceler e ministro do Exterior, Guido Westerwelle, e o ministro da Ajuda ao Desenvolvimento, Dirk Niebel, classificaram o ato como um "ataque covarde e desumano". Eles transmitiram seus "profundos sentimentos de pesar" aos parentes da vítima, além de desejarem "rápida recuperação" ao assistente afegão.

Falta de escrúpulos

Bundeskanzlerin Angela Merkel besucht Afghanistan

Merkel visitou o Afeganistão em meados de dezembro

"O atentado mostra, mais uma vez, a falta de escrúpulos dos terroristas", afirmou Merkel. "Eles não têm interesse algum em um futuro melhor para o país, mas querem a restauração de uma tirania desumana", acusou a chefe de governo.

O ministro alemão da Ajuda ao Desenvolvimento, Dirk Niebel, afirmou que o ataque foi dirigido contra os interesses da população local. "Ele mostra, mais uma vez, como são perigosos os trabalhos de reconstrução civil no Afeganistão", afirmou.

A morte em ataques por militantes talibãs de funcionários, estrangeiros e locais, de entidades de assistência ao desenvolvimento está se tornando cada mais frequentemente no Afeganistão. Em setembro, uma britânica que trabalhava para uma entidade de ajuda humanitária foi sequestrada no leste do país, morrendo durante uma operação fracassada de libertação realizada por soldados norte-americanos. Um integrante alemão de uma equipe médica internacional foi morto no nordeste do país asiático. O número de atentados contra trabalhadores da ONU mais que duplicou no espaço de um ano.

MD/dpa/afp
Revisão: Augusto Valente

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